Quinta, 30 de abril de 2026

Rejeição de Jorge Messias ao STF gera tensão no Planalto e frustra Lula

Rejeição de Jorge Messias ao STF gera tensão no Planalto e frustra Lula
Depois de Sabatina de 9 horas , Messias foi derrotado no plenário- Foto: Ton Molina/ Agência Senado

A recente rejeição da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) provocou uma onda de tensão no Palácio do Planalto, deixando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva bastante indignado. O episódio ocorre após uma maratona de oito horas de sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde Messias obteve apenas 34 dos 41 votos requeridos no plenário do Senado.

Durante a sabatina, a expectativa da base governista era de que Messias conseguisse entre 41 e 45 votos, garantindo sua aprovação, mas as movimentações do senador Davi Alcolumbre (União-AP) em contrariedade acabaram por inviabilizar essa perspectiva. Informações sobre a articulação de Alcolumbre foram recebidas por senadores governistas no dia anterior.

Alcolumbre, que havia passado a manhã em sua residência oficial, ignorou a presença de Messias no intervalo entre a votação na CCJ e o Plenário, um rito que cumpriu anteriormente com outros indicados, como Flávio Dino e Cristiano Zanin.

Essa situação trouxe perplexidade para Lula e os integrantes da cúpula governista, que até o ano passado mantinham uma relação cordial com Alcolumbre. A lentidão do presidente do Senado em pautar outras indicações de Lula – no total, nove nomes, incluindo Messias – reforçou a impressão de uma mudança significativa na relação.

Após a rejeição, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), se dirigiu ao Palácio do Alvorada para comunicar a Lula sua desconfiança sobre um resultado favorável. O retorno de Wagner à residência oficial após a negativa foi um sinal claro do desencontro entre o governo e a estratégia do Senado.

Essa derrota na indicação de Messias não apenas configura um rompimento com Alcolumbre, mas também representa um golpe para a imagem do governo a poucos meses das eleições, algo que pode impactar negativamente na formação das alianças necessárias.

O senador Flávio Bolsonaro, que participou da sabatina, não poupou críticas a Messias, aproveitando sua fala para atacar Lula enquanto celebrava a interrupção da nomeação do indicado do presidente.

Vale lembrar que essa é a primeira rejeição de um nome indicado por um presidente ao STF em mais de um século, com o último caso datando do governo de Floriano Peixoto entre 1891 e 1894.

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