Domingo, 19 de abril de 2026

Réus são condenados a mais de 1.200 anos pela maior chacina do DF

Réus são condenados a mais de 1.200 anos pela maior chacina do DF
Foto: Reprodução/Freepik

O Tribunal do Júri de Planaltina condenou cinco réus envolvidos no assassinato de dez membros de uma mesma família, em um caso que ficou conhecido como a maior chacina da história do Distrito Federal. A decisão foi proferida na noite de sábado (18).

Os crimes ocorreram entre o final de dezembro de 2022 e meados de janeiro de 2023.

Em nota, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) informou que o conselho de sentença, composto por sete jurados sorteados, condenou os réus por homicídios qualificados, roubo, ocultação e destruição de cadáveres, sequestro, fraude processual, associação criminosa e corrupção de menor.

Os crimes foram motivados pela posse de uma chácara situada na região administrativa do Paranoá, avaliada em R$ 2 milhões. Os réus acreditavam que, ao eliminar as vítimas, poderiam assumir a propriedade e revendê-la.

Vítimas

Entre as vítimas estavam:

  • Elizamar Silva, 39 anos;
  • Thiago Gabriel Belchior, 30 anos;
  • Rafael da Silva, 6 anos;
  • Rafaela da Silva, 6 anos;
  • Gabriel da Silva, 7 anos;
  • Marcos Antônio Lopes de Oliveira, 54 anos;
  • Renata Juliene Belchior, 52 anos;
  • Gabriela Belchior, 25 anos;
  • Cláudia Regina Marques de Oliveira, 54 anos;
  • Ana Beatriz Marques de Oliveira, 19 anos.

Penas dos réus

As condenações somaram mais de 1.200 anos. Confira os detalhes:

  • Gideon Batista de Menezes: 397 anos e 8 meses de reclusão;
  • Carlomam dos Santos Nogueira: 351 anos e 1 mês;
  • Horácio Carlos Ferreira Barbosa: 300 anos e 6 meses;
  • Fabrício Silva Canhedo: 202 anos e 6 meses;
  • Carlos Henrique Alves da Silva: 2 anos de reclusão em regime semiaberto.

O juiz Taciano Vogado Rodrigues Junior, que presidiu o caso, declarou aos familiares que “a Justiça entregou, dentro dos limites constitucionais do processo penal, a resposta que lhe cabia, sem ignorar a dimensão irreparável da dor vivida pelas famílias.”

O júri, que durou seis dias, contou com a participação de 18 testemunhas. Os réus condenados e encarcerados têm o direito de recorrer da sentença.

COM AGÊNCIA BRASIL

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