Itabira tem sido um marco na história do Brasil, especialmente na exportação de minério de ferro. Durante a Segunda Guerra Mundial, um navio da antiga CVRD foi atacado por nazistas, evidenciando a importância do minério itabirano na reconstrução da Europa.
A história de Itabira levanta questionamentos sobre sua relevância atual. Em 2025, observamos que esta é apenas a segunda visita de um presidente da República à cidade. Tal fato reflete a necessidade de uma maior visibilidade e reconhecimento do papel de Itabira na construção do Brasil.
Mas, a responsabilidade pela falta de atenção também é nossa. Os itabiranos, muitas vezes, priorizam interesses pessoais à coletividade. É vital que estejamos atentos e atuemos na política de forma participativa.
A cidade é marcada por divisões sociais que criaram uma identidade fragmentada. Enquanto avançamos, é necessário refletir sobre o planejamento e a infraestrutura carentes, especialmente com a iminente redução da exploração de minério pela Vale.
A duplicação da estrada que liga a BR-381 a Santa Maria de Itabira é urgente, assim como a criação de um plano de desenvolvimento econômico. Temos um rico potencial turístico que, infelizmente, continua subexplorado.
O momento é de transcender vaidades e buscar um diálogo mais direto com nossos líderes. É hora de exigir ações efetivas para transformar Itabira em um modelo de desenvolvimento sustentável e colaborativo.
Precisamos ser proativos, resgatando o espírito empreendedor local e garantindo que a história de Itabira seja também sobre um futuro de oportunidades e colaboração.
Que a visita do presidente em 2025 não seja apenas um registro histórico, mas sim o início de uma nova era para Itabira.
(*) Érico Porto Vieira, graduado em Comunicação Social e especialista em Logística e Supply Chain, tem vasta experiência em gestão de projetos voltados ao turismo e desenvolvimento regional.























