Terça, 21 de abril de 2026

Reclassificação de homicídio de marceneiro gera protestos em SP

Reclassificação de homicídio de marceneiro gera protestos em SP
© TV Brasil/Reprodução

Após a qualificação inicial da morte de Guilherme Dias Ferreira como “homicídio culposo com legítima defesa”, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) acolheu um pedido do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e reclassificou a morte como “homicídio doloso”, que implica a intenção de matar.

O marceneiro, de 26 anos, foi fatalmente atingido por um tiro na cabeça, disparado pelo policial militar Fábio Anderson Pereira de Almeida, na noite do dia 4 de julho, enquanto tentava pegar um ônibus após o trabalho. Ferreira foi confundido pelo policial com um dos assaltantes que, momentos antes, tentaram roubar sua moto.

O MP contestou a classificação feita pela Polícia Civil, e agora, com a nova decisão, o caso foi remetido a uma das varas do júri da capital, conforme indicado pelo TJSP. A morte de Guilherme desencadeou uma onda de manifestações, com a participação não apenas de sua família, mas também do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), que exigiu uma investigação rigorosa sobre o caso, especialmente considerando que Ferreira foi alvo de violência racial.

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