Quinta, 30 de abril de 2026

Extinção do IOF pode impactar programas sociais e trabalhadores, afirmam especialistas

Extinção do IOF pode impactar programas sociais e trabalhadores, afirmam especialistas
Reprodução - Guia de Destinos - Melhores Destinos

A proposta de eliminar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) está em discussão no Congresso Nacional e vem gerando reações contundentes de economistas e defensores de políticas sociais. Especialistas alertam que essa medida pode prejudicar o trabalhador brasileiro, reduzir o financiamento de programas de assistência e aumentar a desigualdade, favorecendo principalmente os mais ricos.

A decisão de derrubar o decreto foi conduzida pelo presidente da Câmara, Hugo Mota, e fundamentada na rejeição à elevação do IOF como ajuste fiscal, defendendo cortes em despesas primárias. O governo, por sua vez, argumenta que essa ação evitará cortes mais profundos em políticas sociais e contesta a injusta carga tributária sobre setores privilegiados.

Impacto Econômico

O IOF cobre operações de crédito, câmbio, seguros e títulos, sendo uma das principais formas de taxar grandes movimentações financeiras, geralmente realizadas por setores de alta renda. A sua eliminação poderá representar uma perda anual de aproximadamente R$ 50 bilhões para os cofres públicos, quantia que atualmente sustenta programas sociais como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A economista da UFMG, Laura Nunes, ressalta: “Quem ganha com o fim do IOF são os bancos e investidores, enquanto o trabalhador pode perder direitos e ver o ajuste fiscal recair sobre serviços essenciais”. A ausência dessa receita poderá pressionar o governo a cortar gastos sociais para compensar o déficit.

Caminhos a Seguir

Os críticos dessa proposta destacam que a discussão acontece em um período de crescentes desigualdades e pressão para reformas tributárias que onerem menos os mais ricos. Enquanto impostos sobre o capital são reduzidos, os trabalhadores enfrentam a perda de seu poder aquisitivo.

Votação na Câmara

A Câmara dos Deputados derrubou o decreto do governo Lula por uma ampla maioria: foram 383 votos a favor da derrubada, com apenas 98 deputados defendendo a proposta do governo. Entre os deputados mineiros que apoiaram a extinção do IOF estão:

  • Luis Tibé (Avante)
  • Hercílio Coelho Diniz (MDB)
  • Newton Cardoso Jr (MDB)
  • Mário Heringer (PDT)
  • Lincoln Portela (PL)
  • Nikolas Ferreira (PL)
  • Rosângela Reis (PL)
  • Pinheirinho (PP)
  • Pedro Aihara (PRD)
  • Igor Timo (PSD)
  • Aécio Neves (PSDB)
  • Paulo Abi-Ackel (PSDB)

Ação no STF

Após a derrubada da proposta, a Advocacia Geral da União (AGU) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de restabelecer o decreto e garantir a normalidade institucional, alegando que a sustação legislativa constituiu um ataque à autonomia do Executivo.

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