Sábado, 12 de setembro de 2026

Tribunais estaduais burlam limite de salários imposto pelo STF

A violação das decisões do STF acerca dos penduricalhos por tribunais estaduais tem causado polêmicas e questionamentos sobre a legalidade dos altos salários dos magistrados.

Tribunais estaduais burlam limite de salários imposto pelo STF
Juízes e desembargadores desecumpriram decisão do STF-Foto: Marcello Casal JR/Agência Brasil

Ao menos sete tribunais estaduais do Brasil descumpriram as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os limites de pagamentos, conhecidos como penduricalhos, resultando em vencimentos que chegaram a R$ 495 mil para um único juiz em maio de 2026. Essa violação das normas ocorreu através de resoluções e manobras dos Conselhos Nacional de Justiça (CNJ) e do Ministério Público (CNMP), que reintroduziram benefícios que haviam sido extintos e permitiram a adição de valores além do teto constitucional.

No mesmo mês, 616 juízes e desembargadores receberam salários que ultrapassaram o teto previsto pela legislação. A maior remuneração registrada foi de uma juíza aposentada do Distrito Federal, que atingiu a quantia de R$ 495 mil.

Os tribunais alegam que as transferências respeitaram as normativas dos conselhos federais de fiscalização, o CNJ e o CNMP.

No dia 30 de junho de 2026, durante o julgamento de recursos, o Plenário do STF alterou sua postura rígida, revogando a decisão inicial de março. Os ministros consentiram o pagamento retroativo de férias não usufruídas, licenças-prêmio e plantões realizados antes de fevereiro.

O STF estabeleceu que tais compensações respeitam um limite de 35% acima do teto, além de aprovar uma gratificação por tempo de serviço que pode aumentar os vencimentos em até 70%, beneficiando magistrados no topo da carreira.

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