Segunda, 13 de julho de 2026

Transferência de Hytalo Santos para CDP de Pinheiros e Próximos Passos

O influenciador Hytalo Santos e seu marido foram transferidos para o CDP de Pinheiros após investigações por tráfico humano e exploração sexual infantil. Entenda os desdobramentos dessa situação.

Transferência de Hytalo Santos para CDP de Pinheiros e Próximos Passos
Reprodução - Instagram

Hytalo Santos, influenciador, e seu marido, Israel Nata Vicente, conhecido como Euro, foram transferidos nesta segunda-feira, 18, para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, em São Paulo. A movimentação foi confirmada pela Secretaria da Administração Penitenciária.

A defesa ainda não havia se pronunciado sobre a transferência até a data da publicação deste texto.

Os dois foram detidos preventivamente na última sexta-feira, 15, em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Eles estão sendo investigados pelo Ministério Público da Paraíba por suspeitas de crimes de tráfico humano e exploração sexual infantil, negando irregularidades.

Como a prisão foi solicitada pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, espera-se que a transferência para o nordeste ocorra em breve.

Hytalo Santos foi mencionado em uma denúncia que resultou de uma gravação do influenciador Felipe Bressanin Pereira, o Felca. Em um vídeo de 50 minutos, que alcançou 46 milhões de visualizações, Felca expôs influenciadores que utilizam imagens de crianças e revelou como algoritmos de plataformas favorecem esse conteúdo para pedófilos, além de ter realizado uma entrevista com uma psicóloga sobre o assunto.

Na entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, ex-funcionários de Hytalo afirmaram que presenciaram situações como malas com dinheiro e joias na residência do influenciador. Os relatos sugerem que jovens eram tratados como propriedade de Hytalo, que tinha controle total sobre suas atividades diárias.

Conforme a denúncia do Ministério Público, Hytalo pagava a famílias de adolescentes três salários mínimos para que eles morassem em sua casa, e os menores eram referidos como “cria”. Além disso, ele confiscava os celulares dos adolescentes para assegurar que apenas seu perfil nas redes sociais realizasse publicações, uma estratégia que buscava concentrar a audiência em suas plataformas.

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