Domingo, 25 de janeiro de 2026

Rio de Janeiro implementa bloqueadores de sinal em presídios para segurança

Rio de Janeiro implementa bloqueadores de sinal em presídios para segurança
© CNJ/Divulgação

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) do Rio de Janeiro está implementando uma solução tecnológica avançada para bloquear sinais de telefonia móvel, Wi-Fi e drones em unidades prisionais e prisionais hospitalares. Este passo é um avanço significativo no combate à comunicação clandestina que alimenta o crime organizado dentro dos presídios.

“Com esse investimento, reafirmamos nosso compromisso com o fortalecimento da segurança pública, aliando tecnologia e gestão no enfrentamento ao crime organizado, impedindo que presos mantenham contato com o mundo externo para articular crimes”, disse o governador Cláudio Castro.

A contratação foi realizada via licitação pública, dividida em cinco lotes regionais, onde a IMC Tecnologia foi a vencedora, apresentando o melhor preço entre as empresas habilitadas. Com a assinatura do contrato e a publicação no Diário Oficial nesta terça-feira (2), a Seap emite a ordem de serviço. A empresa terá até dez dias úteis para iniciar os trabalhos, com um prazo total de até 45 dias por unidade, ou 60 dias se três instalações forem realizadas simultaneamente.

A implementação será gradual, seguindo a previsão orçamentária do estado e a estratégia operacional da administração penitenciária. “Diferente de outros estados, o complexo prisional no Rio de Janeiro está situado em área urbana, próximo a residências que não podem ser impactadas pelo bloqueio de sinal. Estamos usando o que há de mais moderno para garantir que o bloqueio ocorra apenas dentro das unidades prisionais”, explicou a secretária de Administração Penitenciária, Maria Rosa Nebel.

A solução inclui jammers, dispositivos que emitem sinais de rádio para bloquear comunicações sem fio, instalados em pontos estratégicos para criar uma redoma de interferência controlada. Com isso, pretende-se garantir a segurança nas unidades, restringindo a comunicação por celular, Wi-Fi e operações de drones ao redor.

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