A partir do próximo mês, as rodovias estaduais de Minas Gerais receberão uma tecnologia avançada de monitoramento viário. O Governo do Estado, através do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG), programou para junho o início da implantação de dispositivos de fiscalização de última geração.
O maquinário vai além da função tradicional de controle de velocidade, operando como um braço estratégico de segurança pública devido à capacidade de escanear placas instantaneamente e cruzar dados em tempo real.
Com essa tecnologia, o fluxo rodoviário será mapeado continuamente, permitindo o rastreio de veículos com queixa de furto ou clonagem. Além disso, o sistema apontará anomalias na pista, como o tráfego repetitivo de veículos agrupados em comboios.
A precisão tecnológica otimizará o combate a infrações, como o transporte irregular de passageiros e o descumprimento de licenças obrigatórias, como a Autorização de Transporte Fretado (ATF) e a Autorização Especial de Transporte (AET). Rodrigo Santos Colares, diretor de Operação Viária do órgão, destacou que os alertas automáticos gerados pelo sistema permitirão abordagens cirúrgicas, eliminando paradas aleatórias.
O mapeamento dos pontos para instalação dos aparelhos seguiu rigorosos levantamentos de geoprocessamento, focando nos trechos com maiores índices de sinistros.
A expectativa da administração estadual é que essa atuação preventiva gere uma economia de R$ 76 milhões em custos hospitalares e previdenciários decorrentes de colisões. Para desmistificar a ideia da “indústria da multa”, o DER-MG informou que menos de 1% dos condutores que passam pelos sensores acabam autuados, evidenciando o caráter protetivo da medida.
O plano prevê a instalação de 1.300 controladores modernos na malha estadual até 2028, com um lote inicial de 210 unidades se somando aos atuais 614 radares, promovendo a substituição gradual dos equipamentos obsoletos.
Matheus Novais, diretor-geral do DER-MG, ressaltou que a modernização representa um avanço tático, migrando de um policiamento reativo para um modelo baseado em inteligência de dados. Sob contrato de desempenho, as empresas fornecedoras receberão repasses financeiros apenas pelo tempo que os radares funcionarem de forma eficaz. As informações coletadas serão compartilhadas com as secretarias de Fazenda e Segurança Pública.
























