Terça, 14 de abril de 2026

Rio de Janeiro: Aumento de internações por vírus respiratórios entre crianças e idosos

Rio de Janeiro: Aumento de internações por vírus respiratórios entre crianças e idosos
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Rio de Janeiro continua enfrentando uma alta taxa de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), especialmente em crianças de 1 a 5 anos e idosos. A Secretaria de Estado de Saúde destaca a importância da vacinação e das práticas de proteção para mitigar essa situação.

“Estamos diante de circulação expressiva de vírus respiratórios, com impacto direto nas internações e nos óbitos. A vacina da gripe é gratuita e está disponível em todos os municípios, sendo nossa principal aliada para evitar casos graves,” afirma Mário Sergio Ribeiro, subsecretário de Vigilância e Atenção Primária à Saúde.

O vírus sincicial respiratório (VSR) é o principal agente encontrado nas crianças, enquanto a Influenza A (subtipo H1N1) é a mais comum entre os idosos desde março. Apesar de haver sinais de redução na circulação desses vírus nas últimas semanas, a situação ainda é preocupante. A média de internações para o ano de 2025 permanece acima da média dos últimos 10 anos.

Baixa Imunização

Desde o início da campanha de vacinação, em 2 de abril, foram administradas 2,264 milhões de doses da vacina contra a gripe, sendo 1,111 milhão destinadas ao público prioritário. Isso representa apenas 24% da cobertura esperada, com uma meta de 90% de imunização definida pelo Ministério da Saúde.

Regiões como a Baixada Litorânea e Metropolitana I apresentam índices alarmantemente baixos de vacinação.

Leitos e Ações

Para lidar com o aumento das internações, o estado possui 85 leitos pediátricos dedicados à SRAG, distribuídos entre o Hospital Estadual Ricardo Cruz e o Hospital Zilda Arns. A demanda por leitos é alta, alcançando uma média de 200 solicitações por semana.

“O aumento no número de solicitações de leitos para crianças e idosos causa preocupação. Neste período do ano, as síndromes respiratórias tendem a crescer. Reforçamos a importância de procurar atendimento médico imediato ao apresentar sintomas como febre persistente e dificuldade para respirar,” conclui Claudia Mello, secretária de Saúde.

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