O vereador Reinaldo Lacerda (PSB) expressou sua insatisfação ao revelar que ainda aguarda respostas da Prefeitura de Itabira para finalizar o relatório referente à audiência pública sobre o transporte coletivo no município. Em declaração após a reunião ordinária da Câmara Municipal, realizada nesta segunda-feira (20), Lacerda destacou que as informações fornecidas pela Viação Itabira (Vita) não foram suficientes para encerrar a investigação.
“Recebemos o retorno da Vita, mas ainda não está satisfatório. Algumas questões precisam de mais clareza. Estou aguardando a resposta da secretária de Governo [Dulce Citi] e do secretário de Obras [Anderson Alves] para finalizar essa audiência e oferecer uma resposta à população”, afirmou o parlamentar, que também indicou que as reclamações sobre o serviço continuam chegando ao Legislativo.
A comissão solicitou diversos documentos e esclarecimentos acerca da operação do transporte coletivo, incluindo:
- Circulação de ônibus além da idade permitida pela lei municipal;
- Cumprimento dos horários;
- Condições da frota;
- Casos de superlotação.
Lacerda mencionou que a expectativa é concluir o relatório até a próxima segunda-feira (27), caso os dados pendentes sejam enviados a tempo.
Em entrevista à imprensa, o vereador também discutiu as novas reclamações sobre a escassez de ônibus, especialmente nos fins de semana, destacando a urgência de intensificar a fiscalização: “Recebo constantes reclamações e, por isso, precisamos terminar esse trabalho para que a Vita ofereça um serviço de qualidade para nossa cidade”, disse, lembrando que a Prefeitura já investiu mais de R$ 50 milhões em subsídios para o sistema de transporte coletivo.
No passado, durante uma audiência pública, a Viação Itabira reconheceu operar 18 ônibus com mais de 10 anos de uso, excedendo o limite estipulado pela Lei Municipal nº 3.065/2002. A empresa informou ter um cronograma para renovar a frota até 2027, devido a dificuldades na compra de novos veículos.
O vereador alertou que, se as irregularidades continuarem, poderá acionar o Ministério Público. “Temos uma lei municipal que precisa ser respeitada. Os ônibus têm mais de dez anos de uso e essa situação não é aceitável. Se necessário, vamos recorrer ao Ministério Público”, concluiu.























