A Prefeitura de João Monlevade está promovendo, durante todo o mês de maio, uma série de ações em alusão ao Mês da Luta Antimanicomial, sob a coordenação da Secretaria Municipal de Saúde e da Divisão de Saúde Mental. A programação faz referência ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio, e inclui eventos culturais, encontros e a participação em atividades regionais.
A iniciativa começou no dia 4 de maio, com a Assembleia de Usuários, realizada no Centro de Convivência (CECO), no bairro Novo Horizonte, abordando o tema “Somos diferentes, somos muitos, mas todos cabem no mundo!”, sugerido por entidades de saúde mental em Minas Gerais, tais como o Fórum Mineiro de Saúde Mental e a Associação de Usuários da Saúde Mental de Minas Gerais.
Segue a programação com uma oficina de “Fisioletras” no dia 12, também no CECO, envolvendo usuários e profissionais da rede de saúde mental do município. No dia 18, usuários, familiares e trabalhadores do Serviço de Saúde Mental/CAPS II participaram de um cortejo antimanicomial em São Domingos do Prata, que incluiu uma apresentação teatral com o espetáculo “Azul de Arthur”, inspirado na trajetória de Arthur Bispo do Rosário.
A programação se prossegue com a participação do grupo em um sarau literário na cidade de Itabira, no dia 22, e encerrará no dia 29 com um piquenique antimanicomial em Nova Era.
A coordenadora da Divisão de Saúde Mental, Eliana Bicalho Ferreira de Almeida, enfatizou o caráter coletivo das atividades deste ano: “Reafirmamos a cada ano o nosso compromisso com a defesa do cuidado em saúde mental em liberdade, pela inclusão e pela dignidade das pessoas em sofrimento mental”.
Conforme a Prefeitura, o objetivo da campanha é fortalecer práticas de cuidado que priorizam a convivência, a inclusão social e o respeito às diferenças. As ações visam ampliar o debate sobre saúde mental e estimular alternativas ao modelo de internações, focando na participação dos usuários em atividades culturais e comunitárias.
O movimento da luta antimanicomial propõe a substituição de práticas centradas em internações por abordagens comunitárias, com foco no atendimento em liberdade e na integração social – uma diretriz que orienta as políticas públicas de saúde mental no Brasil.
























