Sábado, 23 de maio de 2026

Ebola: dez países africanos enfrentam alto risco, alerta CDC Africa

Ebola: dez países africanos enfrentam alto risco, alerta CDC Africa
© Arlette Bashizi

Dez países africanos são considerados alto risco devido aos surtos de ebola em andamento na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda. A avaliação foi feita pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças do continente, conhecido como CDC Africa.

Durante uma coletiva de imprensa, o presidente da entidade, Jean Kaseya, destacou que “temos dois países afetados e 10 países com alto risco”, que são:

  • Sudão do Sul,
  • Ruanda,
  • Quênia,
  • Zâmbia,
  • República Centro-Africana,
  • Tanzânia,
  • Etiópia,
  • Angola,
  • Congo,
  • Burundi.

Kaseya atribui essa classificação a fatores como a proximidade geográfica com áreas afetadas, a existência de rotas comerciais e de viagem, e fronteiras com baixo monitoramento para casos suspeitos.

Os outros países do continente foram colocados na categoria de risco para possíveis casos importados da doença. “Dependendo de como os surtos evoluírem, podemos reavaliar essa classificação”, explicou Kaseya.

República Democrática do Congo

Nesta sexta-feira (23), a Organização Mundial da Saúde (OMS) aumentou o nível de risco do surto de ebola na RDC de “alto” para “muito alto”. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o surto está se propagando rapidamente.

Dados da OMS revelam que, até o momento, 82 casos de ebola foram confirmados na RDC, resultando em sete mortes. “Entretanto, sabemos que a epidemia no país é ainda mais abrangente, com quase 750 casos suspeitos e 177 mortes suspeitas”, destacou Tedros.

Uganda

O Ministério da Saúde de Uganda informou na última sexta-feira (23) que mais três casos de ebola foram confirmados, incluindo um profissional de saúde, um motorista e uma mulher congolesa que visitou a província de Ituri. Com isso, o total de casos confirmados em Uganda chegou a cinco. Tedros ressaltou: “Neste momento crítico da resposta ao surto, é vital que as autoridades mantenham alta vigilância para controlar a expansão do vírus”.

De acordo com a OMS, os esforços para conter o surto continuam, com equipes operacionais dedicadas a identificar e tratar os afetados.

Para mais informações, acesse Agência Brasil.

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