O carnaval do Rio é muito mais do que uma festa de alegria e beleza; é também um espaço de inclusão. Os blocos de saúde mental evidenciam esse aspecto, reunindo usuários da rede de atenção psicossocial, familiares e profissionais de saúde, em diversas regiões da cidade.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS-Rio), essas agremiações não apenas celebram, mas também combatem estigmas e preconceitos. O superintendente de Saúde Mental, Hugo Fernandes, ressalta que essas iniciativas reafirmam que pessoas em sofrimento psíquico têm direito à cultura e à alegria.
“Os blocos de saúde mental são espaços de expressão, pertencimento e cidadania, fundamentais para uma política de cuidado em liberdade”, disse Fernandes.
Os blocos também funcionam como centros de convivência, oferecendo oficinas de música, artesanato e percussão ao longo do ano, promovendo a expressão artística e o diálogo social.
Zona Mental
Um dos mais novos representantes dessa iniciativa é o Zona Mental, criado em 2015. Focado na reintegração social através da música e arte, o bloco realizará seu desfile no dia 6 de fevereiro de 2026, com concentração às 16h na Praça Guilherme da Silveira, em Bangu.
A musicoterapeuta Débora Rezende, que divide a presidência do bloco com a artista Rogéria Barbosa, destaca que a proposta é quebrar preconceitos e celebrar a inclusão.
Tá Pirando, Pirado, Pirou!
Outro bloco relevante é o Tá Pirando, Pirado, Pirou!, que celebrará os 25 anos da Lei 10.216/2001, conhecida como Lei Antimanicomial. O desfile está marcado para o 8 de fevereiro de 2026 na Urca.
O psicanalista Alexandre Ribeiro explica que a presença de Franco Basaglia, que contribuiu para a reforma psiquiátrica brasileira, é uma inspiração para o bloco.
Império Colonial
O Império Colonial também traz em seu enredo uma homenagem a Arthur Bispo do Rosário, artista plástico e internado que contribuiu para a arte brasileira. O bloco estará na Praça Nossa Senhora de Fátima em Jacarepaguá no dia 10 de fevereiro de 2026.
Loucura Suburbana
O Loucura Suburbana, com 26 anos de história, desfilara no dia 12 de fevereiro de 2026 e promete trazer o samba “Para o povo poder cantar”, com uma expectativa de público de 3 mil pessoas.
Esses blocos mostram que o carnaval é um espaço onde a inclusão e a diversidade caminham de mãos dadas, celebrando a cultura e a vida de forma livre e respeitosa.
























