O neurocirurgião Orlando Maia, do Hospital Quali Ipanema, no Rio de Janeiro, alertou que os casos de acidente vascular cerebral (AVC) tendem a aumentar durante o verão. O calor intenso pode levar à desidratação das células, o que, segundo o médico, eleva a possibilidade de formação de coágulos no sangue. ‘O AVC está ligado à presença de coágulos’, afirmou.
Existem dois tipos de AVC: o AVC hemorrágico, que acontece com o rompimento de um vaso cerebral e representa cerca de 20% dos casos, e o AVC isquêmico, resultante do entupimento de um vaso por um coágulo. Maia destaca que a desidratação provoca um espessamento do sangue, predispondo à trombose e potencializando o risco de AVC.
Fatores Contribuintes
O médico também observou que, no verão, a pressão arterial tende a diminuir devido à vasodilatação provocada pelo calor, o que pode favorecer a formação de coágulos e arritmias. O relaxamento dos vasos sanguíneos, necessário para controlar o calor, causa essa diminuição da pressão, aumentando o risco de complicações cardíacas.
Além disso, o descuido com a saúde durante as férias e o aumento do consumo de álcool também contribuem para a desidratação e eleva o risco de arritmia. ‘O tabagismo é outro fator importante, pois pode causar aneurismas e inflamações nos vasos, favorecendo tanto o AVC hemorrágico quanto o isquêmico’, alertou Maia.
Prevenção e Tratamento
Com a incidência crescente de AVCs no verão, o neurocirurgião enfatiza a importância de um estilo de vida saudável, que deve incluir exercícios regulares e controle da pressão arterial. Ele destacou que a precocidade no atendimento pode tornar o tratamento mais eficaz, seja com medicamentos que dissolvem coágulos ou procedimentos que removem esses coágulos através de cateteres.
‘Identificar os sintomas de AVC precocemente é essencial. Paralisia súbita, dificuldades na fala e perda de visão são alguns dos sinais que indicam uma emergência médica’, concluiu Maia.



























