Com o objetivo de identificar precocemente pessoas com tendência à hipertensão, a Nova Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial considera a pressão arterial de 12 por 8 como indício de pré-hipertensão. Isso destaca a necessidade de monitoramento médico, sem que essa medida configure hipertensão propriamente dita. Tal informação foi divulgada por meio de uma publicação conjunta das Sociedade Brasileira de Cardiologia, da Sociedade Brasileira de Hipertensão e da Sociedade Brasileira de Nefrologia.
A alteração na diretriz foi feita em colaboração com representantes de 65 instituições, incluindo universidades, hospitais e o Ministério da Saúde, coordenada por Andréa Araújo Brandão. O documento, de acesso livre, visa a organizar orientações para profissionais de saúde e atualizar conhecimentos da área médica em relação aos novos estudos disponíveis.
Entre os pontos mais relevantes, destaca-se o manejo de pacientes hipertensos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que atualmente atende 75% dos indivíduos com hipertensão no Brasil. A nova classificação sugere que a pressão arterial entre 120-139 mmHg ou 80-89 mmHg seja considerada pré-hipertensão, permitindo intervenções proativas para prevenir o surgimento da hipertensão arterial.
Por outro lado, as diretrizes mantêm que uma medida de 14 por 9 mmHg ou superior deva ser considerada como hipertensão, com estágios classificados conforme os resultados dos exames. Essas atualizações são essenciais para o aprimoramento das técnicas médicas e a melhoria do atendimento aos pacientes.























