Quarta, 08 de julho de 2026

Inverno exige atenção: especialista da Unimed Vale do Aço orienta sobre doenças respiratórias

Alguns sinais como esforço respiratório, indicam a necessidade de atendimento médico imediato
Naiara Ferreira, pediatra e cooperada da Unimed Vale do Aço – Foto: Divulgação

Com a chegada das temperaturas mais baixas, aumenta também a preocupação com a saúde respiratória das crianças. O período de outono e inverno é marcado por uma maior circulação de vírus e pelo aumento de atendimentos médicos relacionados a síndromes gripais, resfriados e complicações respiratórias. Para orientar pais e responsáveis, a pediatra e cooperada da Unimed Vale do Aço, Naiara Ferreira, explica os principais fatores de risco, sintomas de alerta e formas de prevenção.

Segundo a médica, as características típicas da estação contribuem diretamente para a disseminação das doenças. “As temperaturas mais baixas e o ambiente mais seco fazem com que as pessoas permaneçam mais tempo em locais fechados. Isso, por si só, já aumenta a propagação de doenças respiratórias, que são transmitidas pela fala, respiração e espirros”, explica.

Além disso, há uma sazonalidade na circulação de vírus. “Nesse período, observamos maior incidência de doenças respiratórias altas, como resfriados e síndromes gripais, que podem evoluir para complicações como otites, sinusites e até pneumonias, sejam elas virais ou bacterianas”, destaca. A médica também chama atenção para o agravamento de quadros de asma e broncoespasmo, comuns nessa época do ano.

Bebês exigem atenção redobrada

A vulnerabilidade é ainda maior entre os pequenos, especialmente os menores de seis meses. “Os bebês são respiradores nasais, ou seja, dependem do nariz para respirar. Como a congestão nasal é um dos principais sintomas dessas infecções, isso pode gerar bastante desconforto”, afirma.

Diante dos primeiros sinais, como coriza e tosse leve, a orientação é simples e segura: “A lavagem nasal com soro fisiológico e a nebulização com soro puro podem ser feitas sem contraindicação e ajudam muito no alívio dos sintomas”, explicou.

No entanto, alguns sinais indicam a necessidade de atendimento médico imediato. “Se a criança apresenta dificuldade para mamar, respiração muito rápida ou sinais de esforço respiratório, como afundamento do tórax, movimento anormal da barriga ou o nariz abrindo e fechando ao respirar, é fundamental procurar assistência rapidamente”, alerta.

Vacinação reduz risco de casos graves

Mesmo cercada por dúvidas e desinformação, a vacinação continua sendo uma das principais estratégias de proteção. “Nenhuma vacina impede totalmente que a pessoa contraia o vírus, especialmente quando a cobertura vacinal está baixa. Mas ela reduz significativamente o risco de evolução para quadros graves, hospitalizações e complicações”, reforça a pediatra.

Entre as vacinas disponíveis, destacam-se a da influenza (gripe) e as relacionadas à bronquiolite, que têm impacto direto na redução de casos mais severos, especialmente em crianças pequenas, idosos e pessoas com comorbidades. “A vacina é um mecanismo seguro de proteção. Precisamos superar o medo e entender que ela é uma aliada da saúde pública”, enfatiza.

Automedicação e falta de acompanhamento preocupam

Outro ponto crítico observado nos atendimentos é a automedicação e a ausência de acompanhamento pediátrico regular. “Hoje vemos muitas crianças que não têm um pediatra de referência e acabam recorrendo repetidamente ao pronto-socorro. Isso compromete a continuidade do cuidado”, explica.

Ela alerta para os riscos de utilizar medicamentos por conta própria. “É comum as famílias guardarem restos de antibióticos ou xaropes e reutilizarem diante de novos sintomas. Isso é um erro grave e pode tornar a criança mais vulnerável a complicações”.

Prevenção começa na rotina

Além da vacinação, medidas simples podem fazer a diferença. Para famílias que têm essa possibilidade, evitar a exposição de crianças pequenas a ambientes coletivos durante períodos de alta circulação viral pode ser uma estratégia eficaz.

“Para aquelas que frequentam escola, o ideal é não levar a criança quando ela estiver doente, ajudando a reduzir a transmissão”, orienta.

A médica também destaca a importância de hábitos saudáveis. “Uma boa alimentação, sono adequado, acompanhamento profissional e um ambiente familiar equilibrado são fundamentais para fortalecer a imunidade. Saúde não é apenas ausência de doença. É resultado de um conjunto de cuidados diários que fazem toda a diferença, especialmente na infância”, concluiu a médica pediatra, Naiara Ferreira.

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