Sexta, 06 de fevereiro de 2026

Raul Jungmann: legado e lutas do ex-ministro falecido aos 73 anos

Raul Jungmann: legado e lutas do ex-ministro falecido aos 73 anos
Antônio Cruz - Agência Brasil

O ex-ministro Raul Jungmann faleceu no domingo, dia 18, aos 73 anos, após uma longa batalha contra um câncer no pâncreas. Ele estava internado no Hospital DF Star, em Brasília, e a notícia de seu falecimento foi confirmada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), onde ocupava o cargo de diretor-presidente. O velório será restrito aos familiares e amigos próximos, conforme sua solicitação.

Jungmann nasceu em Recife, Pernambuco, no dia 3 de abril de 1952, e começou a cursar Psicologia em 1976 na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), embora não tenha concluído o curso.

Atuação Política

Durante a ditadura militar, ele foi um militante ativo no Partido Comunista Brasileiro (PCB). Nos anos 1970, uniu-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), apoiando o regime de oposição e, na década seguinte, participou do movimento Diretas Já.

Nos anos 1990, Jungmann ajudou a fundar o Partido Popular Socialista (PPS), onde permaneceu por mais de 20 anos. Em 2019, o partido passou a se chamar Cidadania.

Em sua carreira, ocupou vários cargos importantes, incluindo o de secretário de Planejamento de Pernambuco entre 1990 e 1991 e presidente do Ibama de 1995 a 1996, além de ser o responsável pelo Incra de 1996 a 1999. Ele também foi ministro em dois governos: de Fernando Henrique Cardoso (FHC) e Michel Temer.

Ministério da Defesa e Segurança Pública

Jungmann foi nomeado ministro da Defesa em 2016 e, posteriormente, se tornou o primeiro e único titular do recém-criado Ministério da Segurança Pública em 2018, que posteriormente foi fundido ao Ministério da Justiça com a chegada de Jair Bolsonaro.

Além de sua atuação ministerial, Jungmann exerceu mandatos como deputado federal em diferentes períodos: entre 2003 a 2006 pelo PMDB, de 2007 a 2010 pelo PPS e de 2015 a 2018 novamente pelo PPS. Desde 2022, ele estava à frente do Ibram.

No último ano, Jungmann foi um dos nove ex-ministros da Justiça que assinaram um manifesto em apoio ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a seus magistrados, após sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos.

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