Terça, 26 de maio de 2026

Processo de extradição de Carla Zambelli poderá levar até dois anos

Processo de extradição de Carla Zambelli poderá levar até dois anos
Advogados de Zambeli irão recorrer contra a extradição- Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Condenada a dez anos de prisão por invasão de sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e falsidade ideológica, em conluio com o hacker Walter Delgatti Neto, além de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento com a arma, a ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) se encontra presa na Itália desde julho de 2025.

Após ser condenada, Zambelli fugiu do Brasil através da fronteira com a Argentina, seguindo para os Estados Unidos e, por fim, para a Itália, onde possui cidadania. Sua prisão foi resultado de uma operação conjunta entre a Polícia Federal brasileira e autoridades italianas.

Nesta quinta-feira (26), a Corte de Apelação de Roma decidiu pela sua extradição.

O advogado de defesa da ex-parlamentar, Fábio Pagnozzi, informou à reportagem do R7 que um recurso será interposto contra a decisão, que pode levar o processo até um tribunal superior, estendendo-se por até dois anos.

A extradição não ocorre de forma imediata; caso haja recurso, o processo pode ser concluído em poucas semanas, mas a defesa de Zambelli tem um prazo de até 15 dias para apresentar seu recurso.

Pagnozzi pretende recorrer à Corte de Cassação da Itália. Assim, o recurso pode ser negado pelo tribunal, encerrando o processo em um período de quatro a seis meses. O professor de direito internacional Arno Dal Ri Júnior afirmou que, caso o tribunal analise o mérito do recurso, o processo de extradição poderá se alongar por até dois anos.

A decisão final sobre a questão da extradição ficará a cargo do ministro da Justiça italiana, Carlo Nordio.

Se a extradição for confirmada, Zambelli será trazida para o Brasil algemada e acompanhada de dois agentes da Interpol, chegando ao Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, ou Galeão, no Rio de Janeiro, onde será entregue à Polícia Federal.

Em nota, o Itamaraty informou que a Embaixada do Brasil em Roma foi comunicada pelos advogados sobre a decisão da Corte de Apelação a favor da extradição, mas ainda cabe recurso no âmbito judicial, antes da decisão final do governo italiano.

Fábio Pagnozzi qualificou a extradição da cliente como ‘sem sentido’. “Esse resultado da Corte de Apelação é sem pé nem cabeça. Ele simplesmente reafirma o que Alexandre de Moraes disse, que foi um julgamento justo e que não teve motivação política”, declarou o advogado.

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