Segunda, 16 de fevereiro de 2026

Sigilo excessivo no governo Lula: um retrocesso à transparência

Sigilo excessivo no governo Lula: um retrocesso à transparência
Blog do PCO

Durante o governo Lula 3, a prática do sigilo se tornou um atalho administrativo. Em três anos, quase um terço dos pedidos negados pela Lei de Acesso à Informação foi barrado devido à classificação de dados como “reservados” ou “secretos”.

Essa não é uma questão técnica, mas sim um método de gestão. A administração atual, que prometeu encerrar o obscurantismo associado aos anos de Bolsonaro, acabou adotando um estilo semelhante de negação de informação – apenas com um tom mais suave.

A principal alteração está no modo como as informações são retidas: enquanto Jair Bolsonaro fechava as portas com gritos, Lula opta pela tranqüilidade do silêncio. Desse modo, dados sobre agendas, gastos, critérios técnicos e pareceres passam a circular às sombras, esvaziando a função de uma lei criada para garantir a publicidade.

A Lei de Acesso à Informação, que surgiu no contexto do petismo buscando instituir a transparência como regra, agora assume o papel de figurante em uma administração que parece preferir operar na penumbra. Em uma democracia, cortinas fechadas não têm lugar.

A transparência não é meramente uma cortesia, é um dever. Quando o sigilo se torna a norma, o discurso democrático transforma-se em retórica de fachada – atraente por fora, mas vazia por dentro.

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