O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, peticionou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que sejam quebrados os sigilos bancário e fiscal de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como “Marcola”, que foi ex-chefe de gabinete da Presidência. O pedido está fundamentado em um suposto vazamento de informações da Polícia Federal (PF).
A petição, que tramita em sigilo, também solicita a busca e apreensão de dispositivos eletrônicos, acesso a registros de entrada e saída do Palácio do Planalto e às agendas de reuniões do presidente Lula com a Polícia Federal.
As alegações são baseadas em transações financeiras que ocorreram entre Marcola e a empresária Roberta Luchsinger, a qual está sendo investigada na chamada Operação Sem Desconto.
A defesa de Marcola argumenta que a quantia de R$ 249 mil recebida foi um empréstimo quitado, desqualificando any alegações de irregularidades. Após a revelação do caso, ele deixou o Palácio do Planalto e a campanha do PT, enquanto sua defesa contesta a existência de qualquer ato ilícito.
Com um total de sete páginas, a petição foi assinada pela advogada Maria Cláudia Bucchianeri, que coordena a assessoria jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro.
Em defesa de seu ex-assessor, o presidente Lula se manifestou na quinta-feira (6), ressaltando sua amizade de longa data com Marcola. Durante uma reunião com líderes do Psol e da Rede, Lula indagou: “Quem aqui nunca pediu um empréstimo para um amigo?”
O presidente também enfatizou que a Polícia Federal possui a autonomia necessária para investigar qualquer cidadão.
Marcola, por sua vez, confirmou ter recebido os pagamentos de R$ 249 mil de Roberta Luchsinger, que, em nota emitida na terça-feira (4), declarou que os valores referem-se a um “empréstimo pessoal” e que seus sigilos bancários estão à disposição da Justiça.
























