O impasse sobre a jornada de trabalho na Usina de Monlevade da ArcelorMittal terá um novo desdobramento. O Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de João Monlevade (Sindmon-Metal) anunciou que realizará uma reunião com a empresa na próxima quinta-feira (7), às 9 horas, com o intuito de debater o turno de revezamento. Atualmente, os 684 operários desse regime estão em turno fixo, sem alternância de horários.
De acordo com informação do sindicato, o pedido para a reunião foi feito pela própria ArcelorMittal. O Sindmon-Metal menciona que está aberto ao diálogo e à negociação, buscando garantir condições de trabalho mais justas e que preservem a saúde dos trabalhadores.
Esta reunião ocorre após quase dois meses de indefinição. Em fevereiro, o acordo de turno de trabalho expirou, e não houve consenso entre a empresa e o sindicato sobre uma nova escala. Enquanto a ArcelorMittal deseja manter a jornada 6-3-3, o sindicato propôs o sistema 4-4, que já foi aprovado em assembleia e implementado em outras unidades.
Sem um novo acordo, foi adotado o turno fixo desde o dia 10 de março. Parte dos trabalhadores cumpre expediente das 7h às 15h, outros das 15h às 23h, e o restante das 23h às 7h, sem revezamento. O Sindmon-Metal argumenta que essa escala gera um desgaste físico e mental significativo aos empregados, além de uma redução de até 50% nos vencimentos para aqueles que trabalhavam em turnos noturnos e agora operam apenas durante o dia.
Audiência Pública e Nova Proposta
No passado dia, a Câmara Municipal de João Monlevade realizou uma audiência pública, a pedido da vereadora Maria do Sagrado Coração Rodrigues Santos (PT), para discutir as repercussões sociais, econômicas e de saúde geradas por esse impasse. O encontro contou com a participação de trabalhadores, políticos e lideranças sindicais, mas a ArcelorMittal não enviou representantes, alegando estar em busca de uma escala de trabalho mais benéfica para seus empregados.
Extraoficialmente, há rumores de uma nova proposta de escala de trabalho que a empresa deverá apresentar. Essa jornada consistiria em quatro dias de trabalho das 7h às 15h, seguidos de dois dias de folga, quatro dias das 15h às 23h e dois dias de descanso, culminando em quatro dias das 23h às 7h, com três dias livres. Caso essa proposta seja implementada, os trabalhadores teriam direito a 8 fins de semana de folga ao longo do ano.
























