O relator da reforma administrativa, deputado Pedro Paulo (foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados), expressou o evidente constrangimento que Brasília enfrenta: em ano eleitoral, poucos se mostram dispostos a mexer nos privilégios do funcionalismo. O dilema é claro — aprovar um texto enxuto agora ou adiar a decisão para 2027, quando o custo político tende a ser menor.
Atualmente, a conta permanece aberta. Dados recentes mostram que metade dos servidores públicos recebe até R$ 3.391, enquanto apenas 0,06% ganham acima do teto constitucional, representando uma grande parte dos R$ 11,1 bilhões do Orçamento. Apesar disso, pesquisas apontam um apoio popular de aproximadamente 70% para a reforma. Portanto, ela parece ser impopular apenas para aqueles que se beneficiam de penduricalhos.
Focos da Proposta
A proposta busca eliminar excessos conhecidos como:
- Férias superiores a 30 dias
- Licenças-prêmio
- Progressões automáticas
- Indenizações sem autorização legislativa
Hugo Motta se mostra favorável a pautar o texto diretamente no plenário, mas a resistência permanece forte, especialmente entre os beneficiários do sistema. A democracia se comporta bem no dia da eleição, mas parece emperrar na hora de rever cortes de privilégios.
Se a reforma for adiada para 2027, o eleitor terá um recado simples a enviar nas eleições de 2026: quem defende a mordomia não merece renovação de mandato.

























