A presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi), Graziele Vieira Cachapuz, declarou que ainda não recebeu notificação extrajudicial da prefeitura de Itabira, após declarações sobre supostas agressões envolvendo servidores comissionados.
Segundo a administração municipal, a notificação foi enviada ontem (31) via Secretaria Municipal de Administração e da Procuradoria-Geral do Município.
O documento pede esclarecimentos sobre declarações feitas por Graziele durante uma assembleia no dia anterior, onde ela mencionou agressões físicas e verbais atribuídas a “comissionados puros” da administração, que ocorreram durante a inauguração da Unidade Básica de Saúde (UBS) no bairro Campestre, no último sábado (28).
Em entrevista à DeFato nesta quarta-feira (1º), Grazi reafirmou suas declarações e comentou sobre o protesto pacífico na UBS Campestre, enfatizando que o ato foi realizado de forma organizada, evitando confrontos. Ao contrário, houve situações de tensão, onde membros da categoria se sentiram impedidos de se mover livremente e foram alvo de ofensas. A sindicalista relatou ainda a intervenção de secretários municipais para controlar a situação, mas a orientação para os servidores sempre foi para evitar provocações.
Durante a inauguração da nova Farmácia Municipal Central, no mesmo dia, o cenário foi diferente, segundo Graziele, que afirmou que os manifestantes puderam se posicionar sem conflitos. “Era isso que a gente esperava desde o início: respeito à nossa livre manifestação”, frisou.
Sintsepmi mantém suas reivindicações, incluindo reajuste de 6,79%
Mesmo com o impasse, a presidente do Sintsepmi reafirmou que a entidade não recuará nos pedidos. Entre as principais reivindicações está o reajuste salarial de 6,79%, além do retorno integral do cartão-alimentação, recomposição do subsídio ao plano de saúde e a realização de um concurso público. “Não estamos pedindo nada além do que já foi prometido. Muitos desses pontos foram assumidos ainda em período de campanha e depois retirados”, criticou.
Graziele também questionou a falta de transparência na apresentação das limitações orçamentárias pela Prefeitura. “Não basta apenas dizer que não há orçamento. É preciso demonstrar isso com clareza, pois antes havia previsão para essas medidas”, afirmou.
























