No dia 30 de maio, a Prefeitura de Itabira divulgou um decreto estabelecendo medidas de austeridade para lidar com a queda de arrecadação do município prevista para 2025. Esta queda é impulsionada principalmente pela diminuição na Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) e no ICMS.
As ações incluem:
- Corte de despesas com pessoal
- Bloqueio de novas obras com recursos próprios
- Revisão de convênios e contratos
Cada secretaria municipal, bem como a Empresa de Desenvolvimento de Itabira (Itaurb) e o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), terá que reduzir seus orçamentos em 30%.
No entanto, o prefeito Marco Antônio Lage assegura que a cidade não está em crise, mas apenas adequando receitas e despesas. Em uma entrevista ao portal DeFato Online, ele descreveu a situação como uma necessidade de gestão eficaz.
Segundo o prefeito, a meta de receita para este ano, estimada em R$1,3 bilhão, não será alcançada. A previsão é de que a arrecadação do ICMS caia de R$296,1 milhões para R$228,2 milhões, um recuo de 23%, e a CFEM, de R$207,5 milhões para R$124,2 milhões, uma queda de 40%.
“Não existe crise em Itabira”, reiterou Lage, destacando que a gestão municipal está tomando medidas necessárias para evitar um colapso financeiro. Ele enfatizou que o foco continua em manter os serviços públicos essenciais, como saúde e educação, sem comprometer o pagamento de salários e outros benefícios.
Além disso, Marco Lage mencionou a importância da diversificação econômica como um projeto de longo prazo para minimizar dependências do setor mineral. Vários projetos estão sendo implementados, incluindo:
- O programa Itabira Sustentável, que busca estruturar investimentos diversificados para a cidade.
- Investimentos em um distrito industrial e no fortalecimento do turismo.
“A diversificação é crucial para evitar que a cidade entre em crises decorrentes da dependência de uma única fonte de renda”, afirmou.
O prefeito concluiu que, apesar da situação desafiadora, a administração está comprometida em garantir qualidade de vida e serviços para a população. “É hora de cortar excessos, mas sem afetar quem mais precisa,” afirmou, ressaltando que a gestão pública deve sempre buscar a responsabilidade fiscal.

























