No último dia 4, o assassinato do marceneiro Guilherme Dias Santos Ferreira, um jovem negro de 26 anos, chocou o país. Ele foi atingido por um tiro na cabeça durante uma abordagem policial, enquanto voltava para casa após o trabalho. O caso ocorrer na Estrada Ecoturística de Parelheiros, na zona Sul de São Paulo.
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, se manifestou nas redes sociais repudiando o incidente, descrevendo a situação como lamentável e dilacerante:
“É lamentável e dilacerante chorarmos a morte de mais um jovem inocente. Guilherme saiu do trabalho, corria para pegar o ônibus, carregava sua marmita, talheres e a bíblia, e recebeu um tiro na cabeça! O racismo institucional persiste em ‘confundir’ corpos negros. É urgente que essa realidade mude!”
O policial militar envolvido, Fábio Anderson Pereira de Almeida, alegou ter confundido Guilherme com assaltantes que tentavam roubar sua moto e foi preso em flagrante por homicídio culposo, mas liberado após o pagamento de fiança.
A ministra, em seu pronunciamento, destacou a necessidade de práticas antirracistas nas políticas de segurança pública e garantiu acompanhamento do caso por parte do Ministério da Igualdade Racial:
“Como ministra da Igualdade Racial, mas também como humana, que sabe a dor de perder um ente querido para uma violência injustificável e covarde, me solidarizo com a família e amigos de Guilherme. Lutamos e trabalhamos para proteger nossos jovens e todas as vidas negras deste país.”
























