O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de uma investigação preliminar nesta sexta-feira (15) para apurar o envio de emendas parlamentares para organizações não-governamentais (ONGs) relacionadas à produtora responsável pela cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A investigação será conduzida de forma sigilosa.
No mês de abril, a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) havia solicitado ao STF que tomasse providências para investigar a destinação de recursos provenientes de emendas parlamentares para tais entidades, apontando um possível desvio de finalidade na aplicação do dinheiro público.
Após essa solicitação, o deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) também fez denúncias sobre o caso.
Conforme os relatos, os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Mário Frias (PL-SP) e Bia Kicis (PL-SP) direcionaram emendas para o Instituto Conhecer Brasil e para a Academia Nacional de Cultura, ambas ligadas à produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, que ainda não foi lançado e retrata a trajetória política de Bolsonaro.
O ministro Flávio Dino solicitou que os deputados esclareçam o destino das emendas. Enquanto Pollon e Bia Kicis negaram o envio direto de recursos à produtora do filme, Mário Frias não pôde ser contatado pelo oficial de Justiça que deveria notificá-lo.
Além disso, Dino pediu à Câmara dos Deputados que informe os endereços de Frias em São Paulo e Brasília.
Vale destacar que o deputado Frias destinou R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil através das emendas de 2024 e 2025.
Recentemente, o site The Intercept noticiou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tentou obter financiamento para as gravações do filme junto ao banqueiro Daniel Vorcaro. Em resposta, o senador negou a intenção de negociar vantagens indevidas, afirmando que os recursos eram privados.
























