Neste domingo (21), milhares de pessoas marcharam na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, contra os projetos de anistia aos golpistas e a PEC da Blindagem. A manifestação ocupou as seis faixas do Eixo Monumental.
Com o sol forte, a multidão seguiu em marcha atrás de um trio elétrico, após discursos de lideranças políticas do Distrito Federal (DF).
O percurso de cerca de 1,5 quilômetro foi até o Congresso Nacional, onde o cantor Chico César fechou o ato com suas músicas. A manifestação ocorreu das 9h às 14h.
Com o lema “Congresso Inimigo do Povo”, os manifestantes gritavam frases como “sem anistia” e “queremos Bolsonaro na cadeia”, exigindo o cumprimento da condenação do ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão, determinada pelo Supremo Tribunal Federal.
Os cartazes exibidos mencionavam “sem bandidagem”, referindo-se à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apelidada de “PEC da Bandidagem”, que visa exigir autorização do Parlamento para a abertura de processos judiciais contra parlamentares.
A bancária Keyla Soares, de 42 anos, expressou sua indignação: “É uma sem vergonhice. O Brasil tem que se unir contra isso. Estamos lutando também pela democracia”.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi um dos principais alvos dos cartazes, que o acusavam de responsável por incluir a PEC e a anistia na pauta de votações.
Outros manifestantes, como a estudante Sara Santos, de 26 anos, criticaram as propostas como um mecanismo de proteção para parlamentares: “Depois de tudo que vivemos com a ditadura militar, não podemos aceitar anistia contra quem atacou a democracia”.
A delegada aposentada Maria Lúcia, de 62 anos, também se manifestou, afirmando que a PEC busca proteger interesses pessoais. “Estão subestimando nossa inteligência”, completou.
Cidades em todo o país também realizaram protestos semelhantes, convocados por frentes como o Povo Sem Medo e Brasil Popular, com a presença de sindicatos e movimentos sociais.
























