A 12ª Marcha das Mulheres Negras do Estado do Rio de Janeiro acontecerá no dia 26 de julho, com concentração às 10h no posto 2 da orla de Copacabana. Com o lema “Em defesa da democracia, contra o racismo, pela reparação e bem viver”, este evento torna-se um dos maiores atos políticos do movimento negro no estado, integrando a programação do Julho das Pretas.
Antes da marcha, no próximo domingo (19), ocorrerá a tradicional Oficina de Pirulitos no Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN), no Centro do Rio. O evento foca na confecção de cartazes e é um espaço de formação política e fortalecimento entre as participantes, que também poderão aproveitar um churrasco colaborativo.
Clatia Vieira, coordenadora do evento, destaca: “A construção dos pirulitos também é um ato político. É um momento de discussão e solidariedade entre as mulheres que participarão da marcha.”
Desde sua primeira edição em 2015, a Marcha tem crescido, mesmo enfrentando os desafios trazidos pela pandemia. Clatia Vieira enfatiza: “A marcha nunca deixou de existir porque o racismo também nunca deixou de existir”.
Mulheres de municípios diversos organizam caravanas para participar do evento, que tem como expectativa reunir entre 10 e 15 mil mulheres. A escolha de Copacabana é significativa, representando um território de desigualdade racial e social.
“Estamos mobilizando mulheres de várias regiões. Marchar em Copacabana é uma forma de disputar esse espaço e mostrar que ele também pertence à população negra”, afirma Rose Cipriano, uma das líderes do movimento.
A Marcha das Mulheres Negras, além de um ato político, será permeada por manifestações culturais, incluindo danças e atividades para crianças, refletindo a ancestralidade que embasa a luta. Clatia ressalta a importância da mídia na visibilidade dos desafios enfrentados por mulheres negras, afirmando que a marcha não é apenas um encontro, mas uma declaração de luta por igualdade e dignidade.
























