O governo federal lançou neste domingo (3) uma campanha nacional visando o fim da escala de trabalho 6×1, propondo que os trabalhadores tenham mais tempo para suas vidas pessoais, convívio familiar, lazer, cultura e descanso. A proposta busca atingir cerca de 37 milhões de trabalhadores, proporcionando melhorias significativas na qualidade de vida.
Segundo a Secretaria de Comunicação Social (Secom), “a mudança busca garantir um equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal, refletindo uma visão contemporânea de desenvolvimento que prioriza a produtividade e o bem-estar social”.
O novo limite proposto para a jornada de trabalho seria de 40 horas semanais, mantendo as 8 horas diárias. Com isso, os trabalhadores teriam direito a dois dias de descanso por semana, preferencialmente aos sábados e domingos, o que poderá ser definido em negociação coletiva, respeitando as especificidades de cada atividade.
A campanha e seus objetivos
Com o slogan “Mais tempo para viver. Sem perder salário. Porque tempo não é um benefício. É um direito.”, a campanha será veiculada em diversas mídias, incluindo digital, televisão, rádio, jornais e cinema. O intuito é conscientizar tanto trabalhadores quanto empregadores sobre a importância de reduzir a carga horária de trabalho em favor do convívio familiar e do valor associado ao descanso.
A Secom destaca que a proposta está alinhada a transformações recentes na economia, como o avanço tecnológico que permite ganhos de produtividade. O governo acredita que jornadas mais equilibradas podem reduzir afastamentos, melhorar o desempenho e minimizar a rotatividade no mercado de trabalho.
Tramitação no Congresso
Em abril, o governo federal encaminhou ao Congresso um projeto de lei que modifica a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), alterando o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, além de garantir dois dias de descanso sem qualquer redução no salário dos trabalhadores.
A proposta está sendo analisada por uma comissão especial, recentemente instalada, que discutirá diversas emendas relacionadas à jornada de trabalho e à abolição da escala 6×1.
O deputado Alencar Santana preside a comissão, que avaliará também propostas de redução da carga horária de trabalho para 36 horas semanais, uma transição que se daria ao longo de dez anos.
As discussões sobre a jornada de trabalho visam encaixar as necessidades do trabalhador às exigências do mercado, promovendo um ambiente de trabalho mais humano e sustentável.
























