Sexta, 06 de fevereiro de 2026

Falece Raul Jungmann, ex-ministro e presidente do Ibram, aos 73 anos

Falece Raul Jungmann, ex-ministro e presidente do Ibram, aos 73 anos
Raul Jungmann foi ministro e deputado federal- Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Raul Jungmann, ex-ministro e atual presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), faleceu neste domingo (18), em Brasília, aos 73 anos, devido a um câncer de pâncreas.

A morte foi confirmada pelo Ibram, onde Jungmann exercia a função de diretor-presidente desde 2022.

Ele havia sido internado no Hospital DF Star em novembro de 2025, chegando a ser liberado em dezembro, mas voltou a ser internado no final do mês e novamente após o Ano Novo, sendo o último internamento no dia 17.

Carreira Política

Raul Jungmann teve uma longa trajetória política, atuando como ministro em quatro ocasiões e como deputado federal por três mandatos. Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, esteve à frente do Ministério do Desenvolvimento Agrário e de Políticas Fundiárias. Na administração de Michel Temer, comandou o Ministério da Defesa e se destacou como o primeiro ministro da Segurança Pública no Brasil, em 2018.

Na juventude, Jungmann se filiou ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), enquanto, ao longo da carreira, passou por diversos partidos como MDB, PPS e PMDB, retornando ao PPS em 2003, onde se manteve até 2018.

Com o apoio dessa trajetória política, foi eleito deputado federal por Pernambuco, seu estado natal, sendo reeleito em 2006. Em 2010, tentou uma vaga no Senado, mas não teve sucesso. Em 2012, ele se elegeu vereador em Recife e, nas eleições de 2014, ficou como suplente para a Câmara dos Deputados, onde teve um papel importante como vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, que investigou corrupção na compra de ambulâncias.

Como membro da oposição ao governo Dilma Rousseff, Jungmann defendeu o impeachment da ex-presidente, o que levou Michel Temer à presidência.

Legado e Homenagens

Ele também foi presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA). Jungmann enfrentou investigações por supostas irregularidades durante sua gestão no Ministério do Desenvolvimento Agrário, mas as acusações não foram confirmadas e o inquérito foi arquivado.

Raul Jungmann deixa esposa, dois filhos e uma neta. Seu velório e cremação acontecerão em Brasília, em uma cerimônia restrita a familiares e amigos.

O IBRAM divulgou uma nota lamentando o falecimento de Raul Jungmann, ressaltando sua integridade e compromisso com a democracia e o desenvolvimento sustentável. Ana Sanches, presidente do Conselho Diretor do IBRAM, destacou que “Jungmann foi um homem público de estatura singular, defensor firme da democracia e profundamente comprometido com o Brasil e com o interesse público“. Ela enfatizou que seu legado é um marco na história do Brasil, do IBRAM e da indústria da mineração.

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