Sexta, 05 de junho de 2026

Eduardo Bolsonaro sugere uso de sistemas financeiros dos EUA como trunfo

Eduardo Bolsonaro sugere uso de sistemas financeiros dos EUA como trunfo
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O ex-parlamentar Eduardo Bolsonaro (PL) propôs, na quarta-feira (3), que o Brasil recorra a plataformas financeiras norte-americanas como estratégia diplomática para evitar novas taxas alfandegárias sobre produtos brasileiros no mercado dos EUA.

A declaração, feita em uma gravação em suas redes sociais, surgiu 48 horas após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugerir uma taxa de 25% sobre as exportações brasileiras. O relatório apontou o Pix como um dos principais pontos de discórdia.

De acordo com a análise americana, o Banco Central do Brasil mantém papéis de regulador e gestor no ecossistema de transações, algo que poderia comprometer a competitividade de empresas norte-americanas de pagamentos.

Eduardo Bolsonaro fez um comparativo com o sistema Zelle, utilizado para transferências imediatas nos EUA, defendendo que isso poderia servir como base para negociações bilaterais.

Tensões políticas em destaque

A posição americana é contestada pela administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que sustenta que a tecnologia tem promovido a democratização bancária e reduzido custos para os usuários. Lula também insinuou que os laços entre a família Bolsonaro e autoridades americanas poderiam estar exacerbando o impasse.

Por outro lado, Flávio Bolsonaro revelou ter conversado com líderes da Casa Branca, solicitando a suspensão das sanções econômicas contra o Brasil, além de vincular a adoção do Pix ao governo de Jair Bolsonaro.

Embora o USTR tenha afirmado a intenção de implementar essas barreiras tributárias, ainda resta a validação final, que deve passar por discussões públicas e avaliações governamentais antes de uma decisão final prevista para julho.

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