Segunda, 15 de dezembro de 2025

Desaprovação do governo Lula ultrapassa aprovação em nova pesquisa

Desaprovação do governo Lula ultrapassa aprovação em nova pesquisa
AtlasIntel/Bloomberg revela uma piora na avaliação do governo- Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

A desaprovação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a superar a aprovação, conforme apontou a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira, 2. O levantamento revelou um crescimento na rejeição, de 48,1% para 50,7%, enquanto o índice de aprovação caiu de 51,2% para 48,6%. Essa tendência interrompe a recuperação que vinha sendo observada desde agosto e coloca o governo em uma posição mais delicada.

Nesse contexto, as avaliações de ótimo e bom reduziram de 48% para 44,4%, enquanto as classificações de ruim e péssimo aumentaram de 47,2% para 48,6%. Segundo o instituto, essa inversão se dá em meio à dificuldade do governo em apresentar soluções eficazes na área de segurança pública, especialmente após uma megaoperação no Rio de Janeiro.

Nos demais aspectos analisados, a avaliação do governo Lula ainda se mostra superior à da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em temas como relações internacionais, direitos humanos, moradia e turismo. No entanto, o governo anterior mantém a liderança em 13 dos 18 quesitos estudados, principalmente em áreas como responsabilidade fiscal, segurança pública e impostos. Além disso, há empate no que se refere a políticas sociais.

A pesquisa também identifica os principais acertos do governo, entre os quais se destacam o programa Farmácia Popular (86%), que oferece medicamentos gratuitamente, e a ampliação da faixa de isenção do IR para pessoas com renda abaixo de R$ 5 mil (81%). Outros acertos mencionados incluem a retomada do Minha Casa Minha Vida (74%) e o programa Desenrola, de renegociação de dívidas (72%). Por outro lado, a taxação de compras internacionais, conhecida como a “taxa das blusinhas” (65%), e o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (58%) são considerados os principais erros do governo.

A pesquisa entrevistou 5.510 pessoas em todo o Brasil entre os dias 22 e 27 de novembro, utilizando recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual e o nível de confiança é de 95%.

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