O Departamento de Estado dos EUA expressou severas críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a confirmação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta segunda-feira (4).
A nota afirma que “Moraes continua a usar as instituições do Brasil para silenciar a oposição e ameaçar a democracia”, descrevendo o ministro como um “violador dos direitos humanos sancionado pelos Estados Unidos” e alertando que responsabilizará todos que incentivam essa conduta.
Além disso, o texto critica a decisão de restringir a capacidade de Bolsonaro de se defender publicamente, clamando: “Deixe Bolsonaro falar!”.
A decisão de prisão domiciliar foi tomada após Moraes identificar que Bolsonaro violou uma ordem judicial ao manter contato nas redes sociais com apoiadores durante um ato no Rio de Janeiro, onde foram feitas reivindicações por anistia aos presos de 8 de janeiro de 2023. O ministro também enfatizou que o ex-presidente incita ataques ao STF e promove intervenção estrangeira na Justiça brasileira.
No evento, Bolsonaro falou por telefone com manifestantes, o que levou seu filho, Flávio Bolsonaro (PL), a transmitir o telefonema. A gravação foi rapidamente removida por Flávio, o que Moraes interpretou como uma tentativa de ocultar a violação da ordem judicial.
A Policia Federal confiscou os celulares disponíveis na casa do ex-presidente. Além disso, as visitas autorizadas a Bolsonaro, incluindo as de sua esposa, filhos e advogados, estão proibidas de portar dispositivos móveis, tirar fotos ou gravar vídeos.
Bolsonaro deve permanecer com uma tornozeleira eletrônica, e as visitas precisam de autorização prévia do STF.
A defesa de Bolsonaro alega que, mesmo utilizando o celular nas manifestações, ele não desrespeitou nenhuma ordem judicial. Em resposta, Moraes afirma que as tarifas impostas ao Brasil pelo governo Trump e as sanções sobre membros do Supremo fazem parte de uma estratégia “ilegal e imoral” para obstruir a Justiça, chamando de traidores aqueles que tentam influenciar autoridades estrangeiras a agir contra o Brasil.
























