Domingo, 26 de julho de 2026

CPI do Hospital Therezinha de Jesus ouve novas testemunhas em Timóteo

A CPI do Hospital Therezinha de Jesus em Timóteo prossegue com as oitivas de testemunhas para esclarecer irregularidades nos contratos da instituição.

CPI do Hospital Therezinha de Jesus ouve novas testemunhas em Timóteo
Câmara Municipal de Timóteo. Foto: Divulgação CMT

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga possíveis irregularidades no contrato entre o Município de Timóteo e o Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ) avançou com mais uma fase de oitivas nesta segunda-feira (02). Durante a sessão, que foi transmitida ao vivo pelo canal da Câmara no YouTube, três testemunhas foram ouvidas.

A primeira a depor foi Renata Bernardes, subsecretária de Gestão Administrativa em Saúde durante o contrato, que relatou sua experiência de apenas 10 meses no cargo, de maio de 2023 a fevereiro de 2024. Ela destacou dificuldades significativas nas prestações de contas e faturamento, citando a carência de profissionais qualificados e salários inadequados como fatores que dificultaram a gestão.

“As pessoas que trabalhavam lá não conseguiam enviar os dados certos para o faturamento, o que causou atrasos e prejuízos no repasse de verbas do governo”, afirmou Renata.

Ela também mencionou erros no faturamento e a não realização de alguns exames de imagem, apontando que os dados incorretos eram visíveis e poderiam ser verificados. Renata indicou que a falta de cumprimento de metas e justificativas erradas expedidas à então secretária de saúde, Ana Paula, agravavam a situação.

A segunda testemunha, Kamila Severgnini, ex-coordenadora assistencial do hospital, confirmou que existia uma demanda emergencial e que alguns exames tinham sido extrapolados, elevando o valor do contrato. “Se os dados não foram alimentados corretamente no sistema, não há como proceder com pagamentos”, disse Kamila.

O ex-secretário de Saúde, Eduardo Morais, também prestou depoimento e explicou que apenas participou da assinatura do contrato, vindo a deixar o cargo rapidamente. Ele enfatizou a importância da transparência nos processos administrativos, afirmando que a falta de publicações do faturamento pelo hospital poderia sugerir problemas administrativos.

“Jamais pagaria ou autorizaria pagamento sem a devida comprovação da prestação do serviço”, finalizou Morais.

Em continuidade, o presidente da CPI, vereador Adriano Alvarenga, solicitou a convocação do diretor financeiro do HMTJ e a oitiva de mais testemunhas programadas para a próxima segunda-feira (09).

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