Quinta, 16 de abril de 2026

CPI do Hospital Therezinha de Jesus ouve novas testemunhas em Timóteo

CPI do Hospital Therezinha de Jesus ouve novas testemunhas em Timóteo
Câmara Municipal de Timóteo. Foto: Divulgação CMT

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga possíveis irregularidades no contrato entre o Município de Timóteo e o Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ) avançou com mais uma fase de oitivas nesta segunda-feira (02). Durante a sessão, que foi transmitida ao vivo pelo canal da Câmara no YouTube, três testemunhas foram ouvidas.

A primeira a depor foi Renata Bernardes, subsecretária de Gestão Administrativa em Saúde durante o contrato, que relatou sua experiência de apenas 10 meses no cargo, de maio de 2023 a fevereiro de 2024. Ela destacou dificuldades significativas nas prestações de contas e faturamento, citando a carência de profissionais qualificados e salários inadequados como fatores que dificultaram a gestão.

“As pessoas que trabalhavam lá não conseguiam enviar os dados certos para o faturamento, o que causou atrasos e prejuízos no repasse de verbas do governo”, afirmou Renata.

Ela também mencionou erros no faturamento e a não realização de alguns exames de imagem, apontando que os dados incorretos eram visíveis e poderiam ser verificados. Renata indicou que a falta de cumprimento de metas e justificativas erradas expedidas à então secretária de saúde, Ana Paula, agravavam a situação.

A segunda testemunha, Kamila Severgnini, ex-coordenadora assistencial do hospital, confirmou que existia uma demanda emergencial e que alguns exames tinham sido extrapolados, elevando o valor do contrato. “Se os dados não foram alimentados corretamente no sistema, não há como proceder com pagamentos”, disse Kamila.

O ex-secretário de Saúde, Eduardo Morais, também prestou depoimento e explicou que apenas participou da assinatura do contrato, vindo a deixar o cargo rapidamente. Ele enfatizou a importância da transparência nos processos administrativos, afirmando que a falta de publicações do faturamento pelo hospital poderia sugerir problemas administrativos.

“Jamais pagaria ou autorizaria pagamento sem a devida comprovação da prestação do serviço”, finalizou Morais.

Em continuidade, o presidente da CPI, vereador Adriano Alvarenga, solicitou a convocação do diretor financeiro do HMTJ e a oitiva de mais testemunhas programadas para a próxima segunda-feira (09).

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