O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) confirmou, nesta quarta-feira (29), sua intenção de concorrer ao governo de Minas Gerais, desafiando uma nota oficial do partido divulgada no mesmo dia, que concordava com a decisão do comando estadual e nacional de não conceder legenda ao senador por sua ausência na convenção eleitoral no último sábado (25).
“Quero começar dizendo que eu sou candidato a governador, junto com Luís Eduardo Falcão (ex-prefeito de Patos de Minas, também do Republicanos), como seu vice na chapa. Desde o ano passado, tive a humildade de falar que, se eu estivesse liderando as pesquisas às vésperas da eleição, eu seria candidato… Saiu uma última pesquisa agora, faltando dez semanas para a eleição, que mostra que 40% (das intenções de votos). Não sou só eu que quero essa candidatura, é o povo mineiro que quer. E a voz do povo é a voz de Deus”, afirmou Cleitinho.
A nota do partido, divulgada anteriormente, indicava que o senador não poderia mais concorrer devido à falta de presença na convenção. Cleitinho alega que não pôde comparecer em razão do luto pela morte de seu irmão mais novo, Matheus Augusto Azevedo, que faleceu em 18 de julho devido a complicações de câncer.
“Eu ainda estou de luto. Como vou lançar uma candidatura nesse momento? A convenção foi exatamente uma semana após o falecimento do meu irmão. Falei para a equipe do partido que não estava em condições de participar”, explicou o senador, ressaltando o impacto emocional da perda, já que sua família enfrenta um histórico de câncer.
Cleitinho se mostrou otimista e pretender sensibilizar o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, na esperança de viabilizar sua candidatura nas eleições de outubro. “Mandei uma mensagem para o presidente, ressaltando meu respeito pela sua liderança. Não sei o que mudou de ontem para hoje, mas vou tentar conversar com ele amanhã”, disse.
O senador expressou sua preocupação com a posição do partido, afirmando que sua candidatura é desejada tanto por ele quanto pelo eleitorado. “Se essa minha questão pessoal incomodou o partido, eu peço desculpas. Qual partido, seja de esquerda ou de direita, vai querer perder um candidato que está liderando pesquisas com 40% de intenções de votos? Acredito que o partido não vai querer me perder”, concluiu.
Vale destacar que, desde a morte de seu irmão, Cleitinho não atualizou suas redes sociais, demonstrando seu luto e a dificuldade de se concentrar na campanha.























