Domingo, 19 de abril de 2026

Centrão articula anistia enquanto espera votação do Imposto de Renda

Centrão articula anistia enquanto espera votação do Imposto de Renda
Articulações na Câmara para destravar o IR e anistia- Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Os parlamentares do Centrão têm se mobilizado para pautar a isenção do Imposto de Renda (IR) a quem ganha até R$ 5 mil, em meio a um cenário de pressão pela anistia. A votação está empacada na Câmara dos Deputados, levando a ministra das Relações Institucionais, Gleise Hoffmann (PT), a conversar com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos), cobrando maior agilidade no trâmite do projeto.

Embora Motta tenha afirmado seu compromisso com a proposta, ele destacou que ainda não há uma data definida para votação. O governo espera que o projeto seja aprovado ainda em setembro.

Os partidos do Centrão indicam que o clima não é favorável para a votação da isenção do IR, dado o intenso debate sobre a anistia, e temem que a inclusão do tema agora possa resultar em mudanças indesejadas no texto. Fonte.

Propostas e Expectativas

O relator da proposta, Arthur Lira (PP-AL), prometeu que manterá o texto original, conforme aprovado em comissão especial, mesmo com a intenção de apresentar destaques que retirem a taxação dos super ricos. Esta proposta inclui uma taxa mínima para quem ganha acima de R$ 600 mil anuais, com alíquotas que possam atingir 10% para rendimentos superiores a R$ 1,2 milhão.

Este movimento vem ganhando apoio em outros partidos, como o União Brasil, que possui setores que se opõem ao governo e defendem a anistia. A proposta de anistia para Jair Bolsonaro foi impulsionada pelo julgamento dele no STF por tentativa de golpe de Estado.

Oposição e Pressão Governista

A Federação União Brasil-PP está do lado do Centrão nesta pauta. O líder do PL, Sóstenes Cavalcanti, confirmou que está tentando derrubar a compensação do IR em troca de discutir a anistia.

A isenção do IR é uma prioridade para o governo Lula, visando melhorar sua imagem e facilitar a disputa pela reeleição em 2026. A oposição, que não deve contrariar o benefício, teme que a compensação fique para a próxima gestão, com pressa para aprovar o projeto na próxima semana, com base na decisão sobre Bolsonaro.

Hugo Motta enfrenta pressão tanto da base governista quanto da oposição, e conselheiros têm alertado para não contrariar o STF. O presidente da Câmara é visto com um histórico de problemas, incluindo investigações por desvios em sua cidade natal, Patos, na Paraíba.

Caso a proposta seja aprovada, o governo acredita que será barrada no Senado, onde o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) trabalha em um texto que satisfaça ao STF e também ao governo, posicionando-se contra a anistia a Jair Bolsonaro.

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