Segunda, 14 de setembro de 2026

Bolsonaro defende anistia em ato de apoio e fala de ‘ajuda externa’

O ex-presidente Jair Bolsonaro participou de um ato de apoio em São Paulo, onde defendeu a anistia a condenados por atos antidemocráticos e falou sobre sua ausência nos eventos de janeiro.

Bolsonaro defende anistia em ato de apoio e fala de 'ajuda externa'
© REUTERS/Amanda Perobelli/Proibida reprodução

Na tarde do último domingo (6), apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro se reuniram na avenida Paulista, São Paulo, para solicitar anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro em Brasília. O protesto, que teve início às 14h, focou na defesa de um projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados que prevê a anistia a condenados por atos antidemocráticos.

Durante seu discurso, Bolsonaro destacou a cabeleireira Débora Rodrigues Santos, detida por sua participação no ataque, que pichou a estátua “A Justiça” em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) usando batom. Os manifestantes, vestidos de verde e amarelo, fizeram referência a Débora, que recebeu prisão domiciliar.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, ela teria se envolvido com o movimento golpista desde as eleições de 2022, sendo suspeita de tentar apagar provas e obstruir o trabalho de investigadores e da Justiça.

Bolsonaro também comentou sobre sua ausência durante os eventos de 8 de janeiro, afirmando que se estivesse no Brasil teria sido preso, mas viajou para os EUA em 30 de dezembro de 2022. “Algo me avisou. Se eu estivesse no Brasil eu teria sido preso e estaria apodrecendo até hoje ou até assassinado”, declarou.

O ex-presidente mencionou ainda a ausência de seu filho, Eduardo Bolsonaro, que se licenciou de seu cargo de deputado e mudou-se para os EUA alegando perseguição política. De acordo com Bolsonaro, Eduardo mantém contatos com pessoas influentes ao redor do mundo e expressou esperança de que uma ajuda externa possa ocorrer.

A manifestação contou com a presença de governadores e outras autoridades. Entre eles estavam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Bolsonaro, que é inelegível até 2030, se tornou réu por tentativa de golpe, juntamente com mais sete pessoas, após decisão da Primeira Turma do STF.

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