Durante a sessão legislativa de quarta-feira (12), o líder do governo na Câmara de Vereadores de João Monlevade, Belmar Diniz (PT), expressou sua insatisfação com o prefeito Laércio Ribeiro (PT), alegando ter sido traído devido à exoneração do secretário interino de Educação, Fabrício Brandão, que ele havia indicado.
Belmar Diniz relatou que a decisão foi inesperada e que soube pela imprensa e por terceiros sobre a troca. Ele tentou, sem sucesso, contatar o prefeito para discutir a situação. “Estive em várias situações difíceis defendendo o governo, agora me sinto um líder descartado”, afirmou Belmar.
Contextualização da Mudança
A substituição do secretário interino ocorre em um contexto de indefinição na Secretaria de Educação, após Belmar ter expressado interesse em assumir a pasta. Em sua defesa, ele reconheceu o trabalho de Fabrício Brandão e criticou a decisão do prefeito, apontando que atenderia a “mimos de pessoas partidárias”.
Reações na Câmara
O desabafo de Belmar originou apoio em meio aos vereadores, incluindo da oposição. Os colegas parlamentares criticasaram a gestão pela forma como a exoneração foi conduzida. Marquinho Dornelas (Republicano) e Revetrie Teixeira (MDB) foram exemplos de vozes que lamentaram a falta de transparência do executivo.
“A roda gira e hoje você sentiu na pele o que talvez tenha visto acontecer com outros”, disse Dornelas, enfatizando a traição sentida por Belmar durante seu mandato.
Maria do Sagrado (PT) defendeu a nomeação de Alda Fernandes, a nova secretária de Educação, sublinhando que a escolha dos secretários cabe ao prefeito. Apesar das controvérsias, a vice-prefeita Dorinha Machado (MDB) também disse que não foi informada das mudanças anteriores, respectivamentes a escolhas administrativas.
Pontos de Conflito
A situação gera um contexto político conturbado no governo municipal, trazendo à tona questões sobre o respeito e a comunicação dentro da gestão. O presidente da Câmara, Fernando Linhares (Podemos), ressaltou que a escolha de secretários é prerrogativa do chefe do executivo, mas concordou que a decisão específica foi infeliz.
Em meio a tudo isso, o apoio aos colegas foi destacado por Belmar em seu pronunciamento.
























