Na manhã de sexta-feira, 6, a polêmica foi suscitada por um post de Donald Trump, que fez uma comparação inaceitável entre o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michele, retratando-os de forma caricata.
Essa atitude levanta questões importantes, muitas das quais desafiam o caráter do debate político, que, em vez de permanecer no âmbito das ideias, se desloca para o campo da humilhação. O uso de ataques pessoais como forma de mobilização torna-se um fenômeno alarmante.
Quando uma figura pública de tamanha relevância demonstra esse comportamento, seus seguidores podem se sentir legitimados a replicar e até mesmo intensificar esse tipo de discurso. O resultado é a erosão do espaço público e uma pobreza deliberada no debate democrático.
Importa também ressaltar que essa é uma tática que Trump costuma utilizar para desviar a atenção da opinião pública de questões mais complexas. Recentemente, Obama chamou a atenção para a violência associada à atuação do ICE, órgão responsável pela imigração nos Estados Unidos, que resultou em numerosas mortes nos últimos anos.
“Em 2025, foram registradas pelo menos 30 mortes atribuídas a essa atuação, enquanto em 2026, já são 4.”
Esses fatos evidenciam a necessidade de refletir sobre o conteúdo que está sendo debatido e como ele é apresentado na esfera pública.

























