A Polícia Federal (PF) encaminhou novos pedidos de investigação ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), devido a menções ao nome do ministro Dias Toffoli, constatadas nos celulares de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
As informações foram divulgadas pelos jornalistas Daniela Lima e Fábio Serapião, do UOL, e indicam a abertura de pelo menos três novas frentes de apuração, que envolvem pessoas com foro de prerrogativa de função no STF e também indivíduos sem esse foro.
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregou ao ministro Fachin, na última segunda-feira (9), os materiais coletados e está aguardando o “encaminhamento técnico e jurídico” para as apurações.
Entre as evidências, foram localizadas conversas que indicam uma relação próxima entre Toffoli e Vorcaro, o que gerou críticas à condução do processo pelo ministro, especialmente pela imposição de sigilo sobre os documentos apreendidos e por seus vínculos familiares questionáveis com Vorcaro.
Toffoli, entretanto, justificou sua posição, afirmando que recebeu recursos da Maridt, empresa que vendeu sua participação no resort Tayayá em 2021 a um fundo associado a Vorcaro.
Essa é a primeira vez que Toffoli detalha publicamente sua relação com a Maridt e os irmãos envolvidos. Ele se defende alegando que é sócio da empresa há anos, embora seu nome não apareça nos documentos públicos devido ao formato de Sociedade Anônima.
Além disso, a situação se complica com a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) em restringir o acesso do Banco Central aos autos do processo que investiga a liquidação do Banco Master, que foi decretada em novembro do ano passado.
Recentemente, o ministro Fachin alterou a classificação do caso de “sigiloso” para “sigiloso com exigência de autorização específica para leitura de peças”, para evitar vazamentos.
*FONTE: UOL
























