A política brasileira enfrenta um grave vazio de lideranças. Atualmente, o cenário é dominado por aqueles considerados espertalhões, que visam mais ao próprio benefício do que ao bem comum, o que resulta em uma falta de figuras autênticas que possam realmente promover as mudanças necessárias.
Em tempos de escassez de conhecimento e preparo, observamos a ascensão de campeões de votação que não possuem a mínima qualificação para atuar na vida pública. Além disso, muitos eleitores, sem a devida percepção da importância de bons cidadãos em cargos políticos, acabam apoiando candidaturas de candidatos que não têm vocação, apenas potencial de voto.
Um exemplo emblemático é a intenção do PL de lançar a candidatura de Débora do Batom, identificada como Débora Rodrigues, que ganhou notoriedade por vandalizar a estátua da Justiça em Brasília. Após ser condenada a 14 anos de prisão, ela se tornou um símbolo manipulável, usada por espertalhões como um argumento pela anistia, especialmente entre os bolsonaristas. A trajetória de Débora lembra o passado recente em que figuras excêntricas como Tiririca ou até mesmo um rinoceronte chamado Cacareco se tornaram temas de interesse político, refletindo a seriedade com que o eleitor brasileiro encara suas escolhas.
O eleitorato, muitas vezes, prefere o riso em vez do compromisso, enquanto os espertalhões aproveitam essa descontração para se perpetuar no cenário político.
























