Sábado, 14 de março de 2026

A República dos Desencarnados: Política e Justiça no Além

A República dos Desencarnados: Política e Justiça no Além
Blog do PCO

Wagner Gomes nos leva a uma reflexão provocativa ao acender um médium, assim como se acende um charuto, em busca de entender como os nossos políticos se comportariam no além. A resposta chegou rapidamente: no céu, no inferno, e no purgatório, não há como empurrar decisões para depois.

A eternidade não admite embargos, sejam eles de declaração ou infringentes. As almas dos políticos, tão acostumadas com os artifícios do foro privilegiado, tentam explicar seu arranjo institucional para os anjos, mas são ouvidas sem compreensão.

O médium revelou que alguns ex-ministros do STF, acreditando ainda em sua majestade, caminhavam como cortesãos da França em ruínas. Mal sabem eles que na eternidade não há gabinetes, lobbies ou irregularidades para salvá-los. Apenas o veredito irrevogável, um fantasma que eles nunca se atreveram a confrontar.

Entre os juízes mais antigos, a risada nervosa previu uma nova geração de ex-ministros que acreditariam que a toga confere proteção mesmo no além. Enquanto isso, deputados e senadores mantinham sua prática de oportunismo, agora em uma nova realidade, compartilhando riscos como fracos jogadores de pôquer.

Sob o olhar atento dos mineiros como Milton Campos, Tancredo e Juscelino, a cena desenrolava-se, evidenciando que a burrice moral persiste além da vida. Diante da desespero coletivo, as reflexões sobre a inevitável glória vazia e o silêncio arrasador de Antero de Quental ecoaram no espaço.

No final das contas, o Divino não negocia com oportunistas, mesmo aqueles que já partiram. A figura intrigante é a do Papa Francisco, que observa a cena com um olhar resignado, representando a sabedoria sobre a natureza humana e a complexidade da política brasileira, que parece descontrolada.

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