Sexta, 19 de junho de 2026

Mãe e padrasto condenados por homicídio de criança de 7 anos em Lagoa Santa

Um caso alarmante de maus-tratos e homicídio em Lagoa Santa culminou na condenação de um casal, responsável pela morte de uma criança de sete anos por desnutrição, revelando as falhas graves no sistema de proteção às crianças.

Mãe e padrasto condenados por homicídio de criança de 7 anos em Lagoa Santa
Foto: Reprodução/Freepik

Um trágico caso em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, resultou na condenação de uma mãe e seu padrasto, ambos responsabilizados pela morte de uma criança de sete anos devido à desnutrição. A sentença, proferida no dia 11 de junho de 2024, estabeleceu que o casal cumprirá penas que somam mais de 45 anos de prisão.

O padrasto, de 22 anos, foi sentenciado a 46 anos e dois meses de reclusão. A mãe, com 29 anos, recebeu uma pena de 45 anos e um mês. Ambos foram considerados culpados por homicídio triplamente qualificado, maus-tratos e cárcere privado.

Conforme apurado pelo Ministério Público de Minas Gerais, as três crianças da residência eram submetidas a condições inadequadas. O padrasto frequentemente agredia e privava as crianças de alimentação, enquanto a mãe não tomou providências para evitar a violência.

A criança, que ficou mais isolada em comparação a seus irmãos, foi ainda impedida de frequentar a escola e frequentemente ficava trancada no quarto, reduzindo as chances de que a situação fosse percebida por outras pessoas. Enquanto os outros irmãos conseguiam se alimentar na escola, a vítima passava dias inteiros com apenas uma refeição em casa, sendo ainda encarregada das tarefas domésticas sem acesso a cuidados médicos regulares.

Infelizmente, quando a criança foi levada ao hospital, já chegou sem vida, vítimas de desnutrição severa que levou a falência múltipla dos órgãos. O Ministério Público ressaltou que o padrasto privava a menina de comida em consequência de seu comportamento alegre e comunicativo, bem como por seus pedidos de mais alimento.

A sentença enfatizou que o ambiente de isolamento contribuiu para aumentar a vulnerabilidade da criança, enquanto os irmãos menores continuaram expostos à mesma situação de maus-tratos dentro da casa. A Justiça determinou que ambas as partes iniciassem o cumprimento das penas em regime fechado.

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