Terça, 14 de abril de 2026

Itamaraty não pode custear traslado de brasileira morta na Indonésia

Itamaraty não pode custear traslado de brasileira morta na Indonésia
Foto: Divulgação/Redes Sociais

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) anunciou na quarta-feira (25) que não possui recursos para custear o traslado do corpo de Juliana Marins, uma brasileira de 24 anos que foi encontrada morta no vulcão Monte Rinjani, na Indonésia. Essa decisão está em conformidade com o artigo 257 do Decreto 9.199/2017, que limita a utilização de recursos públicos para tais despesas, deixando a responsabilidade para a família da vítima.

Juliana estava desaparecida desde a última sexta-feira (20), após cair de aproximadamente 300 metros durante uma trilha. Seu corpo foi encontrado quatro dias após o acidente, a cerca de 650 metros do local da queda. A operação de resgate, coordenada pelo Parque Nacional de Rinjani, foi bastante complexa e durou mais de 14 horas.

Natural de Niterói (RJ), Juliana era publicitária formada pela UFRJ e praticava pole dance. Desde fevereiro, ela estava em uma viagem de mochilão pela Ásia, passando por países como Filipinas, Tailândia e Vietnã.

De acordo com os familiares, Juliana sobreviveu por algumas horas após a queda e foi avistada por turistas, que enviaram sua localização. Contudo, os esforços de resgate foram complicados pelo terreno difícil. Após várias tentativas e o uso de drones, a equipe conseguiu localizar e remover o corpo.

O Itamaraty reforçou que está prestando suporte consular à família, oferecendo orientações e ajuda em questões burocráticas, mas esclareceu as limitações legais de sua atuação no exterior, que não incluem o custeio de despesas médicas, traslados, serviços advocatícios ou interferência nas leis locais.

A morte de Juliana Marins provocou uma onda de emoções nas redes sociais, onde amigos e familiares têm feito homenagens e solicitado ajuda para assegurar que o corpo dela seja retornado ao Brasil.

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