O Hospital Metropolitano Vale do Aço (HMVA) registrou uma redução de aproximadamente 42% nas ocorrências de descarte incorreto de resíduos no primeiro quadrimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Entre janeiro e abril deste ano, foram contabilizados 18 casos, frente a 31 registros em 2025. O resultado reflete o fortalecimento das ações de conscientização e monitoramento conduzidas pela Liga da Segurança Hospitalar, iniciativa interna que acompanha ocorrências, identifica pontos críticos e orienta as equipes assistenciais e de apoio sobre práticas seguras no manejo de resíduos.
“Apesar do avanço, é importante destacar que o tema exige atenção contínua. O descarte inadequado de materiais, especialmente os perfurocortantes, pode provocar acidentes de trabalho, expor profissionais a riscos biológicos e comprometer a cadeia de coleta e destinação final dos resíduos”, explicou Adeniz Macedo, gerente de Hotelaria.
Segurança no cuidado começa no preparo
Entre os principais pontos de atenção estão o uso correto de coletores para materiais perfurocortantes, como agulhas e lâminas. Os recipientes devem estar devidamente montados, identificados, posicionados em superfície firme e respeitando a altura adequada para uso. Também é fundamental observar o limite de preenchimento: ao atingir a marca indicada, o coletor deve ser fechado e substituído imediatamente.
Outro cuidado essencial é o descarte imediato após o uso, sem práticas inadequadas como reencapar, entortar ou retirar manualmente agulhas das seringas. Materiais utilizados não devem ser deixados sobre superfícies como bancadas, camas ou carrinhos, garantindo a segurança não apenas de quem realiza o procedimento, mas também do paciente, das equipes de limpeza e coleta.
A Liga da Segurança Hospitalar atua com o papel de orientar que, ao identificar situações de risco, como coletores cheios ou mal posicionados, o profissional deve agir prontamente para corrigir ou comunicar o setor responsável. A segurança no ambiente hospitalar é resultado de uma atuação coletiva e contínua.
De acordo com o engenheiro de segurança do trabalho, o compromisso com a segurança dos colaboradores é um dos pilares institucionais. “Cuidar de quem cuida é essencial para garantir uma assistência segura e de qualidade. A adoção de práticas corretas no descarte de resíduos protege vidas e fortalece a cultura de segurança dentro do hospital”, destaca Samuel Senna.
Impactos que vão além do ambiente hospitalar
O descarte incorreto de resíduos atinge três dimensões críticas. A ocupacional, em decorrência dos riscos de perfurações, acidentes de trabalho e exposição a materiais infectantes. O reputacional, pela possibilidade de denúncias, fiscalizações e penalidades que impactam a credibilidade da instituição; e o ambiental, como pela contaminação de outros resíduos e impactos no solo, na água e na comunidade.
Nesse contexto, a Unimed Vale do Aço também reforça seu compromisso com a sustentabilidade e a preservação ambiental, adotando práticas alinhadas à gestão responsável de resíduos e à redução de impactos ambientais.
A iniciativa está diretamente conectada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas, especialmente ODS 3 – Saúde e Bem-Estar: ao promover ambientes seguros para profissionais e pacientes; ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico: ao prevenir acidentes ocupacionais e garantir condições adequadas de trabalho; ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis: por meio da gestão adequada de resíduos hospitalares; ODS 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima: ao reduzir impactos ambientais associados ao descarte inadequado.
“Com atuação integrada de comissões como CIPA, PGRSS, PRAMP e Radioproteção, a Liga da Segurança Hospitalar reforça que o maior diferencial está na rotina: fazer o procedimento correto em todas as etapas, do preparo ao descarte. A redução dos indicadores demonstra o engajamento das equipes e reforça que a segurança é construída diariamente, com responsabilidade compartilhada e atenção aos detalhes, fatores essenciais para a qualidade assistencial e a proteção de todos”, concluiu Adeniz Macedo.
























