A Justiça de Minas Gerais deu sinal verde para a recuperação judicial do Grupo Saritur, um dos principais conglomerados do transporte de passageiros no estado. A decisão foi emitida pela 1ª Vara Empresarial da Comarca de Belo Horizonte e abrange 41 empresas vinculadas ao grupo, que devem apresentar um plano único de recuperação junto a uma lista de credores, totalizando cerca de R$ 959,7 milhões.
A informação acerca da autorização para a recuperação judicial foi inicialmente divulgada pelo Diário do Transporte na última sexta-feira (1º). Segundo o pedido feito ao Judiciário, o grupo atribui sua crise financeira aos efeitos negativos da pandemia de Covid-19, que resultou em uma queda acentuada no número de passageiros do transporte coletivo. Apesar da recuperação gradual da demanda, os custos operacionais continuaram a subir, impulsionados pela alta nos preços dos combustíveis, peças e serviços essenciais.
De acordo com o Diário do Transporte, o grupo já tomou iniciativas como a renegociação de dívidas e a redução de despesas, mas tais ações não foram suficientes para reverter o quadro financeiro crítico.
A decisão judicial também mantém algumas medidas de proteção já concedidas anteriormente. Isto inclui a suspensão de penhoras, bloqueios e leilões dos bens das empresas, além de assegurar que veículos e imóveis essenciais permaneçam com o grupo, garantindo assim a continuidade dos serviços durante o processo de reestruturação.
O grupo terá um prazo de 60 dias para apresentar seu plano de recuperação judicial. Durante esse período, os credores poderão contestar ou habilitar seus créditos, conforme as normas legais, após a publicação do edital do processo. A Justiça também mandou comunicar oficialmente o Ministério Público, as Fazendas Públicas e a Junta Comercial de Minas Gerais (Jucemg).
Até o presente momento, o Grupo Saritur não fez pronunciamentos sobre a decisão.























