Segunda, 10 de agosto de 2026

Queda no consumo de arroz e feijão em Minas e aumento de ultraprocessados

A queda no consumo de arroz e feijão em Minas Gerais, junto ao aumento no consumo de alimentos ultraprocessados, reflete mudanças significativas nos hábitos alimentares da população, conforme demonstrado pela Pesquisa de Orçamentos Familiares.

Queda no consumo de arroz e feijão em Minas e aumento de ultraprocessados
(Foto: Antonio Cruz/ABR)

Nos últimos anos, o consumo de arroz e feijão tem mostrado uma significativa queda em Minas Gerais. Essa tendência foi evidenciada na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2002, esses alimentos representavam 16,5% das aquisições alimentares domiciliares per capita em Minas. Este percentual caiu para 14,1% em 2008 e, posteriormente, para 10,8% em 2018. A queda na aquisição anual per capita foi expressiva, com uma redução de 53% entre 2002 e 2018.

Em termos nacionais, as porcentagens de aquisição de arroz e feijão também diminuíram, registrando 13,3%, 11,3% e 9,8% nas três últimas edições da POF.

Com a diminuição do consumo de arroz e feijão, a população mineira começou a optar por alimentos ultraprocessados. O consumo desses itens cresceu de 0,68 kg em 2008 para 1,54 kg em 2018, um aumento impressionante de 128,3% em uma década. Em nível nacional, o crescimento foi de 41,1%, passando de 0,75 kg para 1,05 kg por pessoa ao ano entre as duas últimas edições da pesquisa.

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