Quinta, 22 de outubro de 2026

Mês de outubro finaliza com atrações culturais na ALMG

Mês de outubro finaliza com atrações culturais na ALMG

Mês de outubro finaliza com atrações culturais na ALMG

Concerto de piano e violoncelo, artesanato em tear e espetáculo de dança são atrações desta última semana do mês.



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Carrossel

Na segunda-feira (26/10/26), às 20 horas, o Teatro da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) será palco para um concerto do projeto Segunda Musical dividido em duas partes. Na primeira, o pianista Gustavo Piffer apresenta obras de Almeida Prado e de Nadia Boulanger. Na sequência, Vinícius Gomes Reis, no violoncelo, e Gabriela Campolina, no piano, trazem composições de Ralph Vaughan Williams e Heitor Villa-Lobos.

Na Galeria de Arte, de segunda a quinta-feira (29), das 8 às 18 horas, o Mineiranças conta com a exposição de produtos da “Mostra da Associação dos Artesãos Nica Vilela – Fios e Formas de Itaguara”. Na mostra, o público poderá comprar produtos em tear manual, como colchas, jogos americanos, toalhas de mesa e de bandeja, panos de prato, tapetes, passadeiras, caminhos de mesa, toalhas de fogão e guardanapos em algodão cru e colorido, em diversas formas e dimensões.

Na quinta-feira, o Zás entra no ritmo da dança, com o espetáculo “Zuzus”, inspirado no legado da estilista e ativista mineira Zuzu Angel, que une dança, moda e memória para denunciar a violência contra a mulher e celebrar a resistência feminina. A apresentação, marcada para às 19h30, no Teatro, é uma conexão lúdica entre os anos de ditadura no Brasil e as lutas contemporâneas.

O espetáculo, do coletivo Mulheres em Dança, é idealizado e encenado pelas dançarinas Márcia Fabiano Neves, Marise Dinis, Flavi Lopes e Gabriela Christófaro, com direção e dramaturgia de Rita Clemente. 

No palco, cerca de 200 peças de roupa integram a cenografia e simbolizam ausências, desaparecimentos e o exílio forçado. O figurino, assinado por Ananda Sette, resgata referências da década de 1970, mescladas a trajes de operários e peças elegantes. 

Já a trilha sonora original, criada pela DJ Black Josie, reúne releituras e distorções de canções icônicas sobre censura e resistência, criando uma paisagem sonora que entrelaça o contexto histórico dos anos 1970 ao presente. 

Sobre os artistas

Gustavo Piffer é pianista, professor e mestrando em música pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). É bacharel em música, com habilitação em piano pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O músico tem apresentado recitais com foco na obra de Almeida Prado, explorando a atuação e compreensão de indicações expressivas na construção do sentido e da experiência sonora. 

Vinícius Gomes Reis é violoncelista, bacharel em música e ingressante no mestrado em performance musical pela UFMG. Sua trajetória inclui atuação em festivais e eventos no meio musical, como o Festival Internacional de Música em Casa (Fimuca), o Encontro de Músicos do Unasp-EC, os encontros da Associação Brasileira de Violoncelistas e o Festival Internacional de Música de Santa Catarina (Femusc). 

Gabriela Campolina é pianista; graduou-se no bacharelado em piano pela UFMG. Após a graduação, aprofundou seus estudos em música de câmara por meio de disciplinas isoladas na UFMG. Atualmente, Gabriela é professora de piano e desenvolve trabalhos voltados ao ensino e à prática musical. 

A Associação dos Artesãos Nica Vilela – Fios e Formas de Itaguara começou em 1985, quando trabalhadoras do artesanato se uniram formalmente para realizar trabalhos manuais. A iniciativa nasceu com a missão de promover a tecelagem, gerar trabalho e renda para as famílias locais e fortalecer a identidade cultural do município. Transmitido de geração em geração, esse ofício predominantemente feminino fixou as famílias no campo e evitou o êxodo rural à medida que a demanda pela tecelagem itaguarense crescia na região. Utilizando a técnica do tear mineiro de quatro pedais em estruturas tradicionais, os artesãos confeccionam peças utilitárias e decorativas — como forros de mesa, tapetes e colchas. 

O coletivo Mulheres em Dança reúne artistas dedicadas a explorar as especificidades, desafios e potências do universo feminino. Com foco na criação e composição cênica em tempo real, o grupo toma a dança como um exercício contínuo de sororidade e elaboração dramatúrgica de viés feminino. 

A trajetória do coletivo teve início em maio de 2018, e, no mesmo ano, a produção ganhou destaque nacional ao ser apontada pela revista Bravo! entre os 30 melhores trabalhos de dança do Brasil. O reconhecimento internacional veio em 2019, com a participação na 27ª Quinzena de Dança de Almada – International Dance Festival, em Portugal. Hoje, sob a liderança de Márcia Fabiano Neves e Marise Dinis, o Mulheres em Dança atua em parceria com artistas convidadas. Além da pesquisa cênica, o coletivo promove oficinas, residências, encontros e atos performáticos direcionados a pessoas que se identificam como mulheres. 

Fonte: ALMG

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