Quinta, 29 de outubro de 2026

Buscas por sobreviventes continuam após grave acidente ferroviário na Espanha

Tragédia na província de Toledo já contabiliza dezenas de vítimas fatais e mobiliza centenas de agentes em uma complexa operação
Espanha: equipes fazem buscas na esperança de encontrar sobreviventes

As autoridades espanholas confirmaram nesta quinta-feira (29) que o número de mortos na colisão entre trens de alta velocidade chegou a 69, enquanto dezenas de feridos continuam hospitalizados. O desastre, considerado o mais grave no setor ferroviário europeu desde 2013, aconteceu na província de Toledo e mobilizou uma ampla operação de resgate em área rural.

Esforços concentrados nos escombros

Equipes especializadas trabalham intensamente para examinar os vagões retorcidos após a utilização de guindastes durante a madrugada. A prioridade dos socorristas é descartar a presença de mais pessoas presas na estrutura metálica danificada.

“As equipes de resgate ainda estão trabalhando com muito cuidado, pois ainda não podemos afirmar com certeza que não há mais vítimas presas nos destroços retorcidos”, disse Esther Padilla, porta-voz do governo regional de Castela-La Mancha, à TVE.

Para assegurar que nenhuma vítima seja esquecida, o apoio tecnológico e animal tem sido fundamental nas frentes de trabalho.

“Uma unidade canina foi mobilizada ontem. Eles voltarão hoje para garantir que ninguém mais permaneça lá”, acrescentou.

O governador regional, Emiliano Garcia-Page, detalhou o avanço das buscas durante a madrugada, apontando que novos restos mortais foram localizados enquanto os operadores manuseavam um dos vagões que permanecia tombado.

“Não acreditamos que possa haver mais vítimas sob esse vagão, mas digo isso com cautela”, afirmou.

Impacto político e paralisação

A tragédia gerou repercussão imediata na política nacional, provocando a suspensão de eventos da campanha eleitoral para o pleito antecipado de 29 de novembro pelos principais líderes partidários. O governo decretou luto oficial de três dias em todo o país.

Paralelamente, os maquinistas mantêm uma greve programada para cobrar melhorias nos investimentos voltados à segurança dos trens. O protesto ocorre logo após o segundo incidente registrado neste ano envolvendo as mesmas empresas na mesma linha ferroviária.

Operação e isolamento da área

Para gerenciar a crise, o Ministério do Interior mobilizou mais de 800 profissionais entre militares e policiais, além de duzentos veículos, aeronaves tripuladas, veículos aéreos não tripulados e equipes com cães farejadores.

A Justiça determinou o isolamento de uma faixa de dois quilômetros ao longo da ferrovia que liga Madri a Sevilha, restringindo o acesso exclusivamente às equipes de emergência e autoridades judiciais para preservar o local da investigação.

Com informações Agência Brasil

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